Três anos depois do ciclone que devastou o município de Caraá, a situação ainda permanece indefinida.
As quarenta famílias que tiveram suas casas destruídas pela correnteza naquele fatídico 15 de junho de 2023, continuam vivendo de aluguel social, conforme informou o prefeito daquele município.
“As famílias que necessitam de aluguel social recebem aporte de R$ 500 reais por mês mediante comprovação”, afirma Bolívar Gomes.
O prefeito explica textualmente como tudo começou depois da passagem do ciclone:
“Infelizmente, por conta da burocracia exigida, cabe lembrar que no início desse processo, o Caraá, ainda no pós-ciclone, teve que fazer esforços junto à Defesa Civil Nacional para validar quem seriam as pessoas contempladas. Em 2024 foi feito o trabalho de compra do terreno que fica nos fundos do CTG Sentinela do Sinos, e a continuidade de elaboração dos projetos. E quando assumimos o governo do município, contratamos um engenheiro específico para essa finalidade e que passou a trabalhar na elaboração dos projetos. Em maio do ano passado, abrimos a licitação de forma integrada para ser uma licitação mais rápida, pois tínhamos que cumprir o artigo 11 da resolução federal que normatiza isso. Em final de agosto, foi concluída a licitação integrada, tendo então as empresas vencedoras. A primeira delas, pediu prazos para entrega de documentos até final de outubro. Foi quando tivemos que interromper o trabalho justamente por falta de documentação vigente. Passamos para a segunda colocada, que entregou os documentos, e em dezembro conseguimos assinar o contrato com ela para em janeiro começar a obra, quando passou a contar o período de 15 meses, que deverá finalizar em março do ano que vem, para a construção das unidades habitacionais.”
Indagado sobre a origem dos recursos para essas unidades habitacionais, explicou o prefeito Bolívar que são recursos federais da Defesa Civil Nacional. “É uma obra de R$6 milhões, e a empresa vencedora ganhou por R$5.700.000,00.”
NÚMERO DE FAMÍLIAS ATINGIDAS É MAIOR
Bolívar acrescenta que o número de famílias atingidas é maior, porque algumas casas tiveram danos estruturais, mas não foram totalmente destruídas.
Em relação às pontes e outras ligações atingidas, afirma o chefe do Poder Executivo caraense que foram restabelecidos parcialmente. Nove pontes serão construídas, estando em vias finais para o início das obras.