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Rainha fala sobre sua escolha para o Baile do Arroz e sobre a cultura que a família cultiva há várias gerações

A Rainha do Arroz conversou com a FOLHA PATRULHENSE sobre o evento e também demonstrou profundo conhecimento sobre a cultura que norteia a família por várias gerações.

Deodora Peixoto, com apenas 16 anos, vai desfilar para os presentes no Baile do Arroz deste sábado. Estudante do primeiro ano do ensino médio afirma que gosta muito de estar com sua família e amigos. “Venho de uma família com forte ligação com a cultura do arroz: por parte do meu pai, desde o meu bisavô já se plantava arroz em Santo Antônio da Patrulha. Essa tradição continuou com meu avô, José Levy de Assis Peixoto, que hoje, com 92 anos, ainda planta sua lavoura no Chicolomã. Em 1984, meu avô expandiu seus negócios agrícolas para a região Sul do Estado, em Pelotas e Arroio Grande, onde até hoje meus tios Sidney e Isaías seguem com suas lavouras. Já meu pai, Gustavo, migrou para o setor industrial e criou uma indústria de arroz, com 90% da produção voltada para exportação do cereal. Eu participo do programa “Jovem Aprendiz” na indústria do meu pai há um ano, algumas tardes por semana, o que tem sido uma experiência muito importante para o meu aprendizado e crescimento. Estou muito feliz e honrada em representar o Baile do Arroz e espero desempenhar esse papel com dedicação, levando com orgulho a tradição e a importância da nossa região, foram suas primeiras declarações como Soberana deste importante evento social.

Deodora assim define a sua escolha: “É uma grande honra assumir essa responsabilidade, que recebo com muito orgulho. Buscarei representar a cultura arrozeira, valorizando o trabalho dos produtores e destacando a importância econômica do arroz para a nossa região, o Rio Grande do Sul e o Brasil. O estado desempenha papel fundamental nesse cenário, sendo responsável por cerca de 70% da produção nacional, o que reforça a relevância do setor para a economia e a geração de renda.”

VESTIDO

Aliada à sua beleza, Deodora vai desfilar nessa noite do Baile do Arroz com um vestido confeccionado no ateliê da Maria Sirlei Aldavez, em Pelotas, e o modelo foi criado pela própria rainha para a comemoração dos seus 15 anos, no ano passado. “Escolhi usá-lo novamente porque ele representa um momento muito especial da minha vida. A Maria Sirlei costura os vestidos de festa da minha mãe há mais de 25 anos, me viu nascer e hoje também faz parte da minha história, confeccionando os vestidos que uso em momentos importantes, como o meu Baile de Debutantes e agora como Rainha do Baile do Arroz. Além disso, a cor amarelo-dourado foi escolhida por simbolizar o grão do arroz, representando a riqueza, a tradição e a importância dessa cultura para a nossa região.”

Deodora salienta que nasceu inserida no processo de produção do arroz, já que toda a família de seu pai atua nesse setor. “Mais tarde, ao ingressar na indústria como jovem aprendiz, aprofundei meu conhecimento sobre essa realidade e passei a compreender melhor cada etapa da cadeia produtiva, reconhecendo sua importância para a economia e o desenvolvimento da nossa região.”

VALORIZAÇÃO

No seu entendimento, o Baile do Arroz é muito importante porque valoriza a cultura do arroz, reconhece o trabalho de quem faz parte desse setor e fortalece a nossa região. “Também é um momento de união, tradição e celebração da nossa história.”

O ARROZ

Falando a respeito da cultura do arroz e se há a necessária valorização ela acredita que não. “Precisamos de políticas para alavancar o setor. O arroz faz parte da alimentação de milhões de pessoas e existe muito trabalho e dedicação para que ele chegue à mesa com qualidade.”

Na sua opinião o preço do cereal está aquém das expectativas do produtor. “    Acredito que muitos produtores esperam um preço mais justo, que cubra os custos da produção e valorize todo o trabalho realizado no campo.”

Perguntada sobre sua sensação em representar a cultura arrozeira e ser a embaixadora oficial em eventos e feiras, afirma Deodora:” É uma grande honra assumir essa responsabilidade, que recebo com muito orgulho. Buscarei representar a cultura arrozeira, valorizando o trabalho dos produtores e destacando a importância econômica do arroz para a nossa região, o Rio Grande do Sul e o Brasil. O estado desempenha papel fundamental nesse cenário, sendo responsável por cerca de 70% da produção nacional, o que reforça a relevância do setor para a economia e a geração de renda.”

DESAFIOS

Entende a Rainha do Arroz que os maiores desafios da produção de arroz estão relacionados aos altos custos de produção e à busca por um preço mais justo para o produto, além da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada para o setor agroindustrial, já que muitas pessoas não demonstram interesse em trabalhar no campo.

Por fim, ela agradece pelo carinho com que foi recebida e pela oportunidade de representar o Baile do Arroz. “Aproveitando essa experiência tão especial, espero honrar esse título com dedicação, valorizando a nossa cultura, os produtores e todas as pessoas que fazem parte dessa importante atividade para a nossa região.”

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