Folha entrevista banhista que frequenta a Lagoa há mais de 40 anos

Um exemplo de preferência por um local para descanso, foi relatado à reportagem da FOLHA PATRULHENSE pelo sr. João Julio de Quadro, o popular Julinho.
Residente em São Leopoldo, com 78 anos e 64 de profissão como caminhoneiro autônomo (faz questão de dizer que continua na ativa), ele relata que conheceu o balneário quando do começo da construção da freeway. Trabalhando como autônomo, ele começou a trazer a esposa, dona Sirlei para passar período de férias naquela praia, porque decidiu pelo belo local à primeira vista e nunca mais trocou a preferência.
Julinho, que é autônomo e transportava areia da Lagoa para indústrias vidraceiras, acampava com a esposa em uma pequena barraca.
Com o tempo, a família aumentou: ambos têm três filhos, vários netos e bisnetos e a pequena barraca não comportava tanta gente. Isso sem falar nos parentes que também vinham para o balneário.
UM BARRACÃO
Ao invés de comprar outras barracas, teve a ideia de ampliar a original, tendo ele próprio construído uma estrutura de metal e a barraquinha passou a ser um barracão com dez metros de comprimento.
A edificação de lona plástica na cor azul, chama a atenção, porque está justamente ao lado do bar do Joãozinho da Neli (a esposa já faleceu), mas que continuou sendo conhecido desta forma.
Ali ele recebe, além de sua família, amigos, conta causos e até mesmo tem a gentileza de oferecer um refrigerante, como foi o caso quando o repórter o entrevistou.
UMA FLOR COM AMOR
Muito romântico, ele revela que seguidamente oferece uma flor à sua esposa na hora do café. Dona Sirlei confirma e Julinho, no seu amor pela esposa, afirma que aquela é a flor oferecida pelo Roberto Carlos…
E assim “seu” Julio vai curtindo a Lagoa com a família e granjeando amigos.
ACAMPAR NO BALNEÁRIO
Existe uma Lei datada de 1993 que recomenda não colocar barracas na área do balneário para não prejudicar o meio ambiente.
No entanto, conforme informa o assessor jurídico da prefeitura, Dr. Igor Oliveira, não se incentiva a colocação de barracas. Mas desde que as pessoas mantenham o local limpo, não prejudiquem o meio ambiente e nem a harmonia do local, não há como impedir. Muita gente aproveita para acampar em pontos mais afastados.
Mas o que a maioria prefere, é vir num sábado, ou domingo, passar o dia sob a sombra de frondosas árvores, fazer um churrasquinho e confraternizar com familiares e amigos. Só isso já é suficiente para recuperar as energias. Ah! E um bom banho na nossa Lagoa dos Barros!

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