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Presidente do Sistema Fiergs e do SIMERS avalia Expointer 2026

Na avaliação do presidente do Sistema Fiergs e do SIMERS em entrevista concedida à Folha Patrulhense, que a Expointer 2026 reafirmou seu papel como muito mais do que uma vitrine de negócios. “Ela é o principal palco de encontro entre o agro, a indústria e o poder público, onde também ganham visibilidade os grandes pleitos da agroindústria e da indústria gaúcha: desde investimentos em logística e infraestrutura, passando pela competitividade tributária e pela necessidade de redução dos juros, até novas alternativas de inovação, tecnologia e produção sustentável”, afirma Claudio Bier.
“Por isso – afirma o empresário – foi especialmente simbólica por ser a primeira Expointer após o lançamento do Plano Safra 2026/2027. “A feira serviu como um termômetro da confiança do produtor e da capacidade de reação da indústria de máquinas agrícolas. Encerramos o evento com R$ 5,461 bilhões em intenções de negócios, um crescimento de 45% sobre 2025. São intenções de compra, mas representam um sinal concreto de recuperação para um setor que vinha enfrentando um período de retração.”
Bier explica que mais do que os números, a Expointer mostrou que, quando é criado um ambiente favorável para investir, quem ganha é toda a cadeia produtiva. “O agro e a indústria crescem juntos, e essa integração é uma das maiores fortalezas da economia do Rio Grande do Sul.”

EXPECTATIVAS SUPERADAS

O presidente frisa que a feira encerrou acima das expectativas que se desenhavam nos primeiros dias, quando a chuva reduziu o fluxo de visitantes e trouxe mais cautela ao ambiente de negócios.
“Ao longo da semana, percebemos um produtor ainda muito criterioso, mas com melhores condições para voltar a investir. A valorização das commodities e o fato de muitos produtores ainda terem soja armazenada, aguardando o melhor momento de comercialização, contribuíram para recompor a capacidade financeira e estimular negociações.”
No seu entendimento “o mais importante é que a Expointer mostrou uma mudança de perspectiva: ela indica que existe demanda por renovação de máquinas e tecnologia, desde que haja crédito efetivamente disponível.”

SUSTENTÁCULO

O conhecido empresário que é proprietário da Masal S.A., Fundição Jacuí e do Estaleiro Colorado, deixa claro na entrevista concedida à Folha Patrulhense que “a Expointer demonstrou que o mercado interno continua sendo um grande sustentáculo da indústria gaúcha. “Vale lembrar que muitas das máquinas comercializadas durante a feira têm como destino produtores de outros estados brasileiros, o que reforça o protagonismo do Rio Grande do Sul como principal polo nacional de fabricação de máquinas e implementos agrícolas.”
O presidente do Sistema Fiergs e do SIMERS reconhece que o tarifaço dos Estados Unidos, naturalmente, preocupa. “Os EUA são hoje um dos principais destinos das exportações gaúchas de máquinas e tratores, ao lado do Paraguai, e qualquer barreira comercial afeta a competitividade das empresas exportadoras.”
Mas deixa claro: “Mesmo assim, o comportamento observado na Expointer mostra que o produtor brasileiro continua disposto a investir quando identifica retorno em produtividade, eficiência e inovação. O desafio não é falta de interesse, mas a necessidade de um ambiente econômico que ofereça previsibilidade e crédito acessível.”

SETORES INTEGRADOS

Claudio Bier afirma que a principal mensagem desta Expointer é que não existe agro forte sem uma indústria forte. “Os dois setores são completamente integrados: quando o produtor investe, a indústria produz mais, gera empregos, arrecada impostos e movimenta toda a economia gaúcha.”
Hoje – acrescenta – quase 40% dos empregos da indústria do Rio Grande do Sul estão em atividades ligadas ao agronegócio. “Além disso, a indústria responde por cerca de 26,5% do PIB gaúcho e por aproximadamente 55% da arrecadação de ICMS do Estado. Isso demonstra que fortalecer a relação entre agro e indústria significa fortalecer o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.”
Destaca por fim que “a Expointer sinalizou uma perspectiva de retomada. Agora, precisamos transformar intenções de compra em investimentos efetivos. Para isso, o mais importante é construir um ambiente que dê confiança a quem quer investir, com crédito acessível, segurança jurídica e condições para que produtores e indústrias possam planejar o futuro com estabilidade.”

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