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Insatisfações sobre atendimento na saúde recebem explicações do HSAP e da Secretaria Municipal da Saúde

Reclamações encaminhadas à redação da Folha Patrulhense apontam insatisfação de moradores com a demora no atendimento no Hospital Santo Antônio da Patrulha (HSAP) e com a falta de médicos e enfermeiros em algumas unidades de saúde do município.
Segundo os relatos, a espera pelo atendimento hospitalar tem sido frequente e, nos postos, em determinadas situações, pacientes encontram dificuldades para serem atendidos pela ausência de profissionais. Os moradores pedem providências e demonstram preocupação com o que consideram problemas recorrentes na área da saúde.

A posição do hospital
O diretor administrativo do HSAP, Jeremias Silva, explica que a demora no hospital está relacionada principalmente ao grande volume de atendimentos e à necessidade de seguir o Protocolo de Manchester, sistema que organiza a prioridade de atendimento conforme a gravidade de cada caso, e não pela ordem de chegada.

Como funciona o atendimento
Chegada: O paciente chega à unidade e faz o cadastro inicial.
Triagem: Um enfermeiro treinado avalia os sintomas, mede os sinais vitais (pressão, temperatura) e verifica a intensidade da dor.
Classificação: Com base em fluxogramas específicos, o profissional define o nível de urgência e entrega uma pulseira colorida ao paciente.

O significado das cores e o tempo de espera
O sistema usa cinco cores para determinar a prioridade:
Vermelho (Emergência): Risco de morte imediata. O atendimento é imediato (ex: parada cardiorrespiratória).
Laranja (Muito urgente): Risco significativo de morte ou sequelas. Espera máxima de 10 minutos (ex: suspeita de infarto ou AVC).
Amarelo (Urgente): Sem risco imediato, mas exige atendimento rápido. Espera de cerca de 50 a 60 minutos (ex: dores intensas ou picos de hipertensão).
Verde (Pouco urgente): Casos leves, sem risco. Espera de até 2 horas (ex: febre baixa ou resfriados).
Azul (Não urgente): Casos simples que podem ser resolvidos em postos de saúde (UBS). Espera de até 4 horas (ex: troca de curativos ou receitas).

Secretaria reconhece desafios nos postos
Sobre as reclamações referentes às unidades de saúde, a secretária municipal da Saúde, Telma Oliveira, afirma que a gestão reconhece a importância de manter equipes completas e garantir a presença de médicos, enfermeiros e demais profissionais para assegurar a continuidade da assistência.
Segundo ela, afastamentos, férias, dificuldades de provimento e situações inesperadas podem provocar alterações temporárias nas equipes. A secretária também ressalta que cada ocorrência é analisada individualmente e que não é possível generalizar os motivos das ausências.
A Secretaria Municipal da Saúde informa ainda que está disponível para apurar situações específicas, desde que sejam indicados a unidade, a data aproximada e outros dados que permitam identificar o ocorrido.
A manifestação dos moradores, segundo Telma, é considerada importante para o acompanhamento e a avaliação dos serviços, sendo encaminhada às áreas responsáveis para análise e adoção das providências necessárias.
A secretária destaca que as medidas e princípios citados em sua resposta estão fundamentados na Constituição Federal, na Lei nº 8.080/1990 e nas normas que regulamentam o Sistema Único de Saúde (SUS).

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