Um dos mais conceituados acordeonistas do Rio Grande do Sul, o patrulhense Samuca do Acordeon prepara-se para mais um importante momento em sua carreira. Entre os dias 20 e 30 de outubro, o músico realizará sua segunda turnê pela Europa, onde participará de festivais e apresentações dedicadas ao jazz, ao choro e à música instrumental brasileira.
Para esta viagem, Samuca estará acompanhado de Mathias 7 Cordas, no violão, e Bruno Silva, no trompete. O trio fará apresentações na Inglaterra e em Portugal. Na Inglaterra, o grupo estará na cidade de Bath, seguindo depois para Porto, Coimbra e Lisboa, em Portugal.
“Faremos apresentações em festivais de Jazz e Choro, na Inglaterra, na cidade de Bath, e logo após em Portugal, em Porto, Coimbra e Lisboa”, explica o artista.
Esta não será a primeira experiência internacional de Samuca. Em 2012, ele esteve na Europa participando de festivais de folclore na França e na Suíça, oportunidade em que também divulgou um DVD que havia sido lançado recentemente no Brasil.
Para o acordeonista, retornar ao continente europeu representa uma oportunidade especial para mostrar seu trabalho, que vai muito além da música gaúcha. Sua trajetória também envolve o tango, o choro, a bossa nova e a música brasileira instrumental.
Segundo Samuca, existe na Europa uma grande receptividade para esse gênero musical, especialmente nos festivais de jazz, que têm na música instrumental um de seus principais focos.
O músico cita como exemplos artistas brasileiros que encontraram naquele mercado um espaço importante para sua produção, entre eles Renato Borghetti e Hamilton de Holanda, este último com atuação em Lisboa.
“Essa nossa ida para lá significa um upgrade na carreira, poder mostrar a nossa música para um público que realmente gosta muito”, destaca.
Para explicar a importância de levar sua música para outros países, Samuca recorre a uma comparação com um dos produtos mais tradicionais de Santo Antônio da Patrulha.
“É como alguém que quer fabricar rapadura trazer aqui em Santo Antônio da Patrulha para que alguém deguste. Aqui todos nós conhecemos esse produto, sabemos o que é bom, cantamos, fabricamos. Então aqui é o melhor lugar para alguém demonstrar essa produção. Assim funciona com a música na Europa”, compara.
A nova turnê representa, portanto, não apenas mais uma viagem internacional, mas também a oportunidade de um artista nascido em Santo Antônio da Patrulha levar para outros públicos a sonoridade do acordeon e a riqueza da música produzida no Rio Grande do Sul e no Brasil.
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