Com arte de estudantes, entre eles Guilherme Santos, filho do vice-prefeito Marcelo Gaúcho e de Maristela Adam; Celina Selbach, filha de Daniela Selbach e Gustavo Selbach; Carla Cunha, do Museu Caldas Júnior; Laura Castilhos, da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura; além de outros voluntários, foi prestado um tributo ao diretor de Seleções da CBF, Rodrigo Caetano, emocionando familiares e incendiando a torcida local pelo hexa.
A tradição de decorar as ruas durante a Copa do Mundo ganhou, com isso, um significado histórico em Santo Antônio da Patrulha. Uma pintura temática em grande escala foi desenhada no asfalto, em frente à Pira, homenageando o ilustre patrulhense, atual diretor de Seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A obra urbana — executada com o apoio e o engajamento de estudantes e servidores públicos — transformou o centro da cidade em um polo de celebração ao esporte e de orgulho local. Em entrevista concedida à Folha Patrulhense, Luciano Caetano, irmão do diretor da CBF, falou sobre o impacto da homenagem e analisou a trajetória da Seleção Brasileira rumo ao topo do mundo.
Forte emoção de Rodrigo
A homenagem surpreendeu os familiares e gerou um clima de profunda emoção. Luciano Caetano revelou como o irmão reagiu ao descobrir que sua trajetória estava eternizada no chão de sua terra natal.
Assim que soube do desenho, Rodrigo Caetano telefonou ao irmão em um momento de grande sensibilidade.
O dirigente da CBF pediu que a família estivesse presente no local para prestigiar o esforço dos envolvidos. Por meio de Luciano, Rodrigo enviou um agradecimento especial à Prefeitura, ao prefeito Rodrigo Massulo, aos servidores e ao grupo de jovens que liderou a pintura.
A família reforçou que a energia e as vibrações positivas dos patrulhenses acompanham Rodrigo em cada desafio internacional.
Raio-X da Seleção: Luciano prega paciência com trabalho inicial, mas confia no “fator camisa”
Além de celebrar o tributo urbano, Luciano usou sua longa convivência nos bastidores do futebol para projetar o desempenho do Brasil na competição mundial. Ele destacou o choque de realidade enfrentado pela nova comissão técnica, contrapondo o curto tempo de trabalho da Seleção Brasileira ao planejamento das principais potências do futebol.
Segundo ele, a Seleção Brasileira teve apenas seis meses sob o comando do novo treinador, enquanto os rivais internacionais desenvolvem projetos consolidados há dois ou três anos.
Luciano afirmou que o selecionado canarinho ainda possui um elenco e dinâmicas táticas em fase de formação, ao passo que outras seleções contam com grupos consolidados e atletas amplamente entrosados.
Por outro lado, ressaltou que os jogadores brasileiros carregam o peso histórico e o simbolismo da camisa amarela, enquanto as seleções adversárias contam com planejamento de longo prazo e estabilidade tática.
“Sabemos da dificuldade, tanto pela questão prática quanto por ser um início de ciclo. Mas, em se tratando da Seleção Brasileira, a gente sempre tem que acreditar. Na hora decisiva, o Brasil é sempre o Brasil”, pontuou Luciano Caetano.

PRESENÇAS
Estiveram presentes o então prefeito licenciado Rodrigo Massulo, o prefeito em exercício Marcelo Gaúcho, o presidente da Câmara de Vereadores, Ezequiel Peixoto, e o secretário municipal da Cultura, Turismo e Esportes, Sérgio Airoldi (Canário), que elogiaram o trabalho desenvolvido por Rodrigo Caetano à frente das Seleções Brasileiras, em manifestação acompanhada com atenção pela família do homenageado.