A historiadora patrulhense Vera Maciel Barroso confirmou para hoje um grande acontecimento para a Cultura Açoriana: A Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, em sua tradicional Quinta Cultural, atividade que há anos promove encontros, reflexões e a valorização da nossa herança açoriana, viverá um momento verdadeiramente especial e histórico:
Estará presente hoje (21/05), Dr. José Manuel Bolieiro, Presidente do Governo Regional dos Açores, cuja participação marca um capítulo significativo na trajetória daquela entidade, fortalecendo ainda mais os laços entre os Açores e o Brasil.
CINQUENTENÁRIO DA AUTONOMIA
” Nesta edição – destaca Vera – o tema será “50 Anos da Autonomia dos Açores”, comemorados no ano de 2026, um marco fundamental da história açoriana, celebrado através de um bate-papo enriquecedor sobre identidade, cultura, desenvolvimento e pertencimento.
“E este momento se tornará ainda mais grandioso com a participação das demais Casas dos Açores do Brasil, unindo instituições, memórias e propósitos em um encontro de integração e celebração da açorianidade. Será uma noite de conexão, reconhecimento e fortalecimento das nossas raízes”, frisa Vera Maciel.
A Quinta Cultural existe há seis anos e sempre, de março e dezembro, acontece todas as quintas-feiras e sempre com Vera na presidência, mas desta vez ela abre mão para que a atual presidente da Casa dos Açores Digiane Peixoto e o fundador da Casa dos Açores de Gravataí e Conselheiro da Diáspora Régis Albino Marques Gomes, presidam o evento da noite de hoje.
Quem não puder comparecer terá como assistir pelo Facebook e Youtube. O evento começa às 19h30min.
DIÁSPORA AÇORIANA
A diáspora açoriana refere-se à histórica e massiva dispersão de habitantes do arquipélago dos Açores (Portugal) pelo mundo. Estima-se que existam cerca de 1,5 milhão de açorianos e descendentes vivendo no exterior, um número expressivo se comparado aos cerca de 250 mil residentes nas ilhas.
DESTINOS PRINCIPAIS
O movimento migratório ocorreu em diferentes ondas, impulsionadas por crises econômicas, vulcânicas ou busca por melhores oportunidades:
Brasil: Iniciou-se fortemente no século XVIII, quando milhares de casais açorianos foram enviados para povoar o litoral sul do Brasil, incluindo o Rio Grande do Sul — onde se situa Santo Antônio da Patrulha — e Santa Catarina. O objetivo era garantir a posse das terras na América Portuguesa.
Estados Unidos: A partir do século XIX, com a expansão da pesca da baleia e, mais tarde, na agricultura, milhares de açorianos estabeleceram-se fortemente na Califórnia, Massachusetts e na região da Nova Inglaterra.
Canadá: Destino de grandes fluxos migratórios no século XX, concentrando hoje comunidades expressivas em Ontário e Quebec (onde ocorrem grandes eventos como as Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres em Montreal).
Preservação Cultural: Apesar da distância, a identidade açoriana mantém-se fortemente viva e transmitida através das gerações, caracterizada por Religiosidade e Tradições: O culto ao Divino Espírito Santo é o maior pilar identitário da diáspora açoriana. Essas festas acompanham as comunidades para onde quer que migrem, incluindo no Brasil, Estados Unidos e Canadá.
Associações: As famosas Casas dos Açores espalhadas pelo mundo servem como ponto de encontro e preservação da herança cultural.
RELAÇÕES CONTEMPORÂNEAS
Para estreitar os laços com os cidadãos espalhados pelo globo, o Governo Regional dos Açores criou a plataforma online Açorianos no Mundo. O sistema permite que açorianos por nascimento, ascendência ou afinidade que residam fora do arquipélago se registrem e participem na escolha de representantes no Conselho da Diáspora Açoriana.
Fontes: Observatório da Emigração, ND Mais e Açorianos no Mundo.
- Sto Antônio, Sto Antônio – Cultura