Presidente da OAB alerta para a gravidade da situação

O presidente da subseção da OAB de Santo Antônio da Patrulha, falando a respeito da grave crise na saúde provocada pelo aumento desenfreado de casos de Coronavírus afirmou que desde o início da pandemia, durante as inúmeras reuniões do Comitê de Gestão da Crise, a OAB sempre se posicionou em favor da ciência e das recomendações dos profissionais da saúde. “Diante do agravamento do quadro, a OAB entende que mais do que nunca, é fundamental que ocorra a adesão plena às medidas de controle da pandemia, tendo em vista o esgotamento generalizado dos leitos de UTI e a sobrecarga no sistema de saúde”, afirmou o dr. Gustavo Peres.
Referindo-se ao trabalho da fiscalização no sentido de fazer cumprir o que determinam os decretos para frear o avanço da pandemia, disse Gustavo ter percebido um grande esforço do poder público neste sentido. Contudo, é sabido que existem limitações de efetivo e de agentes que possam efetivamente trabalhar para coibir as aglomerações.
“Todos temos que fazer a nossa parte e auxiliar nessa fiscalização, pois se trata de assunto de saúde pública e qualquer pessoa que descumpra as recomendações coloca em risco toda a coletividade”, afirmou para destacar que “não é hora de individualismo. É necessário que impere o senso coletivo, que tenhamos consciência de que ninguém vai passar por esse momento sozinho e que a proteção da vida depende de ações coletivas e conscientes de todos nós”.
Ao referir-se à postagens negativas sobre os casos de Covid-19, inclusive buscando minimizar os efeitos letais da doença, até mesmo com termos ofensivos às autoridades, Gustavo Peres disse lamentar “que ainda tenhamos pessoas irresponsáveis propagando desinformação e teorias inverídicas, mesmo com mais de 250 mil vidas perdidas para a Covid-19 no país. Em alguns casos, é nítida a tentativa de se utilizar da tragédia para buscar algum tipo de relevância e notoriedade, na hipótese de nada melhor para apresentar em termos de trabalho e colaboração em prol da comunidade”. Frisou o presidente da OAB que é um desrespeito com toda a sociedade, com as famílias que perderam seus entes queridos, com os profissionais da saúde que estão fazendo um esforço sobre-humano para que todos consigam passar por um atendimento digno, enfim, com todos que estão realmente engajados na luta pela vida. “Os direitos constitucionais à liberdade de expressão e da livre manifestação do pensamento não são absolutos e exigem responsabilidades, não podem servir de proteção para quem age de forma criminosa”.
DENÚNCIAS
Adiantou Peres que no âmbito local, a Ordem tem recebido algumas denúncias graves neste sentido e a orientação é para que seja repassado diretamente ao Ministério Público, que possui competência institucional para analisar e, caso entenda pertinente, propor a devida ação penal. “Pedimos à população que denuncie. É fundamental que esse tipo de desserviço e irresponsabilidade sejam combatidos, pois em tempos de pandemia, a desinformação e o negacionismo trabalham a favor do vírus e da morte”.
Por fim, o presidente da OAB afirmou que estamos atravessando o pior momento da pandemia e devemos ter um aumento ainda mais significativo quando começarem a surgir os resultados do carnaval. “Acredito que poderíamos estar muito mais avançados em termos de prevenção e vacinação, caso a pandemia não tivesse sido menosprezada pelo Governo Federal, que desde o início, na contramão de todo o mundo, se esforçou para passar a imagem de que seria apenas uma “gripezinha” e insistir em tratamentos.
EFICÁCIA COMPROVADA
E complementou: “Hoje percebemos o quanto essa mensagem estava equivocada e o quanto esse menosprezo nos atrasou no processo de combate ao vírus. O preço estamos pagando em vidas. Temos que acreditar na ciência e fazermos a nossa parte, de forma coletiva, para que possamos conter a circulação do vírus e evitar que essa tragédia seja ainda maior, enquanto a vacinação massiva não é uma realidade. Por fim, não teria como deixar de registrar aqui as nossas homenagens àqueles que são os verdadeiros protagonistas desse momento, os(as) profissionais da saúde, que dia e noite, com afinco e destemor, têm se doado nessa luta pela vida. Sem dúvidas, carregaremos uma dívida eterna com esses heróis”.

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