Estudo recente indica que períodos em que crianças ficam sem usar o celular — uma espécie de “jejum digital” — podem favorecer a aproximação entre pais e filhos e até estimular a criatividade dos pequenos.
A pesquisa, que analisou comportamentos familiares em momentos com e sem uso de aparelhos móveis, sugere que reduzir o tempo diante das telas cria oportunidades para interações mais profundas e engajadas entre as crianças e seus responsáveis. Quando os dispositivos são deixados de lado, as crianças tendem a participar mais de conversas, brincadeiras e atividades conjuntas, fortalecendo os laços familiares. Esse tipo de convivência presencial, sem interrupções tecnológicas, também pode ser um importante estímulo para a imaginação e a criatividade infantil, ao encorajá-las a buscar formas de entretenimento mais diversificadas e ativas.
Especialistas em desenvolvimento infantil destacam que o uso exagerado de smartphones e tablets é uma realidade comum — com estudos mostrando que grande parte das crianças tem exposição diária às telas em níveis acima do recomendado — e pode afetar a comunicação e a socialização. Por isso, iniciativas que incentivem pausas no uso de celulares podem ter efeitos benéficos no convívio familiar e no bem-estar das crianças.
Enquanto o celular e outros dispositivos digitais fazem parte da rotina moderna e oferecem facilidades, como comunicação e acesso à informação, a pesquisa reforça a importância de equilibrar esse uso com momentos de interação familiar sem tecnologia, a fim de promover um desenvolvimento mais saudável das relações e habilidades dos pequenos.
Especialistas recomendam que pais e responsáveis reflitam sobre práticas que limitem o tempo de tela, incentivando atividades lúdicas, conversas e brincadeiras que não dependam de aparelhos eletrônicos — ações que podem contribuir simultaneamente para vínculos mais fortes e um ambiente familiar mais conectado.