Grupo de trabalhadores de empresa que paralisou atividades está sem receber salários

Um grupo de trabalhadores da firma I.G. Transmissão e Distribuição de Energia S/A que atua em Santo Antônio da Patrulha na ERS-474 está sem receber desde que retornou das férias coletivas no começo de janeiro e não reiniciou as atividades.
Terça-feira (08) pela manhã este pequeno grupo estava na frente da firma, aguardando um posicionamento, pois estão sem salários e com dificuldades financeiras para sustentar suas famílias. “Dia 20, completam-se três meses sem que eles nos dêem qualquer satisfação concreta sobre pagamento”, queixa-se um dos trabalhadores.
Um desses operários é Luiz Altair Ramos, que está há oito meses na I.G.
Alguns já entraram na Justiça, na tentativa de conseguir o pagamento dos salários atrasados.
Um trabalhador, que preferiu não se identificar, disse que está com a pensão alimentícia atrasada e que não tem de onde tirar o dinheiro. “Corro o risco de ser preso”, desabafou.
DIFICULDADES
Há operários que estão com água cortada e ainda com o risco de ter suspenso o fornecimento de luz onde moram por não ter dinheiro para isso.
Outro trabalhador afirma que está obtendo, inclusive, dinheiro a juro para poder sustentar a família.
A firma tem trabalhadores de vários Estados, alguns dos quais, foram para casa para passar um tempo com suas famílias, mas que não podem retornar por falta de dinheiro para a passagem.
A I.G. possui operários de Estados como Maranhão, Pará, Santa Catarina, São Paulo, Paraná (a sede é em Maringá), Ceará e Rio Grande do Norte.
SINDICATO BUSCA SOLUÇÃO PARA O IMPASSE
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada do Estado do Rio Grande do Sul, Isabelino Garcia dos Santos, afirma que está procurando de todas as formas encontrar uma solução. “Mas ontem surgiu uma luz no fundo do túnel”, disse ele, ao afirmar que há a possibilidade de um acordo já que a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), empresa contratante da I.G. se manifesta disposta a pagar o que os trabalhadores têm direito, mas seria uma negociação que leva algum tempo já que os valores são bastante altos: em torno de R$ 3 milhões de reais como afirmou o presidente.
O dirigente sindical se mostra cauteloso ao fornecer informações mas se manifesta esperançoso de que o problema chegue a um denominador comum que termine com a penúria pela qual os trabalhadores estão passando.
A reportagem da FOLHA PATRULHENSE tentou contato com a sede da I.G. em Maringá para obter o posicionamento da empresa, mas ninguém atendeu ao telefone.

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