O presidente da Fiergs, patrulhense Claudio Bier presente na edição deste ano da Hannover Messe 2026, afirma que essa Feira se constitui na maior feira mundial de tecnologia industrial. E a FIERGS, que anualmente participa do evento, em 2026 leva 38 empresas expositoras, em um total de 138 participantes da delegação gaúcha. “Esses números se referem apenas à missão prospectiva organizada no âmbito do convênio entre a CNI e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), sendo que a presença brasileira na feira é ainda maior, com a participação de diversas outras empresas, entidades e lideranças setoriais que integram a programação oficial do evento.”
Conforme o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, a expressiva participação gaúcha reflete a força, a diversidade e a capacidade de mobilização da indústria do Estado. “O Rio Grande do Sul demonstra, mais uma vez, sua liderança e seu compromisso em estar na fronteira das grandes transformações globais, especialmente em inovação, sustentabilidade e tecnologia”, destaca.
PRESIDENTE
O presidente Luiz Inacio Lula da Silva que esteve presente ao evento, salientou em seu discurso de abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizado durante a feira, a vocação do biocombustível brasileiro para alcançar o mercado europeu. “Oferecemos oportunidades crescentes em setores decisivos para o futuro, como minerais críticos. As relações econômicas entre Brasil e Alemanha possuem não só uma longa tradição, mas um futuro promissor. Mas há muitos mitos criados entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. É um mito, por exemplo, que o combustível brasileiro atrapalha o desenvolvimento”, pontuou Lula. “Quem quiser produzir com energia barata e limpa vem buscar o Brasil que temos muitas oportunidades”, acrescentou.
BIER
Segundo o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, com a assinatura do acordo Mercosul e União Europeia, os alemães demonstram entusiasmo com o Brasil. “Acompanho a Feira de Hannover há bastante tempo, e não se compara o prestígio que o Brasil está tendo este ano. Os alemães estão bastante interessados em nossas terras raras e no biodiesel. E nós temos que qualificar cada vez mais nossas empresas para termos preços e qualidade para competir no mercado europeu”, disse.
A parceria estratégica com a Alemanha e o protagonismo do Brasil em temas como transição energética, bioeconomia e indústria verde foram determinantes para o destaque do país na edição de 2026 da feira. O país se consolida como uma das principais referências globais em energia limpa, com mais de 80% da sua eletricidade proveniente de fontes renováveis.
SEM RISCOS
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou em sua manifestação no EEBA que é equivocada a visão dos países europeus de que a produção brasileira de biocombustíveis representa um risco para o meio ambiente.
Por sua vez, o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, mencionou que o Acordo Mercosul-União Europeia será fundamental para a expansão dos negócios entre os dois países. “Tenho certeza de que empresas alemãs vão aumentar a presença nos países do Mercosul. Isso será definitivo”, afirmou.