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Réu sai em liberdade do Júri ao ser absolvido por legítima defesa

Em um júri onde novamente faltou luz ao final da sessão, o corpo de jurados aceitou a tese da Defesa composta pelos advogados Drs. Cirano Benfica Soares e Digiane Stecanella, de legítima defesa do réu e de sua companheira, com o que, o Juiz, Dr. Rafael Cipriani o absolveu.
O Promotor de Justiça Dr. Camilo Vargas Santana, que havia pedido a condenação do réu, afirmou que ainda estuda a possibilidade de recorrer da sentença.
A sessão, mais uma vez, terminou sendo em parte prejudicada por nova falta de energia elétrica o que, no entanto, não impossibilitou a conclusão dos trabalhos.

JUIZ

O Juiz titular da 1ª Vara, Dr. Rafael Cipriani disse que como membro do Poder Judiciário, minha maior preocupação é elaborar esse júri e permitir que Acusação e Defesa apresentem seus argumentos. “E isso foi feito hoje (sexta-feira), com maestria por ambas as partes e sinceramente o resultado de ambas as partes para a sociedade é muito importante. Entendo que a sociedade hoje se manifestou através dos jurados, e me sinto satisfeito de que a vontade da população, por meio dos jurados, tenha prevalecido independente do resultado.”

FALTA DE LUZ

Lembrou o magistrado do problema ocasionado pela falta de energia elétrica, tanto no júri anterior, como no atual. O antecedente teve que ser dissolvido, mas o de sexta-feira, com a concordância dos advogados e do Ministério Público pode ser levado em frente, mesmo sem luz. Aquele em que aconteceu a primeira falta de energia, vai agora depender da elaboração do calendário dos júris que é preciso ser feito, e a prioridade sempre é pelo réu preso, o que não foi o caso da semana anterior e por isso não se pode prever quando voltará a ser realizado.

DEFESA

A Folha Patrulhense ouviu também a Defesa do réu. A Dra. Digiane Stecanella disse ter sido com muita alegria que recebeu o resultado, “porque de fato conseguimos provar o que aconteceu e que foi a tese de legítima defesa própria e daquela que era sua companheira na ocasião.”
Trata-se do seu primeiro Júri. “Estou muito satisfeita e feliz com a sensação do dever cumprido porque a Justiça foi feita.”
Por sua vez, o Dr. Cirano Benfica Soares disse ter sido uma grata satisfação “porque tiramos um peso enorme das costas. Não é fácil advogar em um plenário porque é uma responsabilidade grande, mas percebemos que conseguimos passar para os jurados tudo aquilo que entendemos e que compreendemos do processo.” A tese de legítima defesa é conhecida, mas não é fácil de ser comprovada, como afirmou. Este é seu quarto Júri e a quarta absolvição com 100 por cento de aproveitamento.

ACUSAÇÃO

O Promotor de Justiça Dr. Camilo Vargas Santana disse que ainda está estudando a possibilidade de recorrer da sentença.

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