As fortes rajadas de vento registradas no último fim de semana causaram diversos transtornos em Caraá. Conforme a Defesa Civil, os ventos chegaram a atingir 113 km/h em alguns pontos do município, provocando destelhamentos, queda de árvores e postes, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica em diferentes localidades.
De acordo com o levantamento preliminar, nove residências sofreram destelhamentos. Também foram registrados danos em galpões e um veículo foi atingido pela queda de uma árvore. A Defesa Civil ressalta que os números ainda podem ser atualizados à medida que novas ocorrências forem contabilizadas.
Equipes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Obras atuaram no atendimento às famílias afetadas, distribuindo lonas, desobstruindo vias e auxiliando na remoção de árvores e outros obstáculos. O município também acompanha a situação das comunidades que permanecem sem energia elétrica devido aos danos na rede.
Além dos prejuízos, Caraá figurou entre os municípios com as maiores rajadas de vento registradas no Rio Grande do Sul durante o período. Levantamentos meteorológicos apontaram velocidades superiores a 100 km/h, colocando a cidade no topo do ranking estadual de intensidade dos ventos.
As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, postes ou estruturas comprometidas e a comunicar ocorrências pelos canais oficiais da Defesa Civil.
BUROCRACIA
O coordenador municipal da Defesa Civil Joelmir Andrade dos Santos informou que na barragem dos Fofonka em Rio do Sinos, a água passou sobre a mesma, mas voltou ao normal.
Afirma que têm monitorado constantemente o nível do rio, mas ontem faltava um metro e meio para sair do leito, não tendo ocorrido alagamentos no centro.
O que ele lamenta é a burocracia que o município precisa enfrentar quando se necessita de aprovação de um pedido para limpeza do rio, porém o custo termina sendo muito alto. Revelou que recentemente foi feita limpeza de um valo que passa junto à uma creche, tendo o entulho sido colocado à margem, porque não havia local naquele momento para despejo, e isso não é permitido, necessitando-se de um local apropriado para tal. Uma denúncia foi feita porque o entulho ficou junto ao leito e ele lamenta essa atitude, porque a intenção foi a de dar mais segurança à população em épocas de fortes chuvas quando as águas, por não terem espaço na caixa do rio para escoar, alagam as margens causando problemas às residências ribeirinhas.