Quatro animais mortos pela raiva herbívora em SAP

Quatro animais morreram em um espaço de aproximadamente 20 dias em virtude da raiva herbívora, que é causada por morcegos hematófatos (morcegos vampiros) em Santo Antônio da Patrulha.
A informação é da Inspetoria Veterinária, acrescentando que o caso mais recente foi registrado na localidade de Porto Ramos, onde um dos animais foi infectado, acabando por morrer.
Os outros três casos ocorreram na localidade de Canto dos Guilhermes e os animais também já estavam mortos, quando o técnico veterinário foi chamado ao local pelo proprietário.
INCIDÊNCIA
Os casos vieram a público depois que a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural emitiu alerta aos produtores rurais, sobre a incidência dessa doença que atinge principalmente o rebanho bovino, mas atingindo também porcos e outros animais.
De acordo com o Técnico Agrícola Jean Carlo Rodrigues, não há motivo para a população ficar alarmada, porque, em atingindo o ser humano, o vírus é facilmente controlado pelo atendimento imediato por parte do Posto de Saúde, que aplica a vacina contra a raiva.
MORCEGOS
O morcego hematófago é o transmissor e o animal é infectado pela mordida aplicada para sugar o sangue. O principal sintoma surge quando o animal infectado começa a arrastar as patas traseiras. Outros sintomas são o afastamento do restante do rebanho, apatia, perda de apetite e paralisia. A raiva herbívora atinge principalmente bois, mas também afeta cavalos e outros animais.
Os técnicos recomendam aos produtores rurais que, quando constatarem casos semelhantes, não mexam no animal, chamando imediatamente a Inspetoria Veterinária. Mesmo assim, dez dias depois que o animal apresente os sintomas, termina morrendo.
A orientação da secretaria é de que, ao encontrar refúgios dos morcegos hematófagos, comuniquem imediatamente a localização destes refúgios à Inspetoria ou ao Escritório de Defesa Agropecuária do seu município. Os endereços podem ser conferidos na internet. A captura é feita somente pelos núcleos de controle de raiva do estado quando existe laudo positivo para raiva ou altos índices de mordeduras no gado de determinada região.
IRREVERSÍVEL EM ANIMAIS
Quando o exame comprovar a presença do vírus do morcego hematófago na rês, não existe outra alternativa senão o abate. Já o ser humano consegue se recuperar rapidamente.
Conforme ainda Jean Carlo, a Inspetoria tem catalogadas nove furnas que são inspecionadas para evitar que esses morcegos se espalhem atingindo o gado.
Outro ponto onde também foi detectada a presença desse tipo de morcego é entre Santo Antônio e Caraá, mas a Inspetoria afirma que os locais já estão sendo monitorados, assim como Rolante, Riozinho, Taquara e Glorinha, para impedir que a doença atinja os rebanhos.
Outros municípios que estão sendo monitorados por possíveis focos da doença, são: Barra do Ribeiro, Bossoroca, Cândido Godói, Canela, Capão Bonito do Sul, Capão do Cipó, Capina das Missões, Caraá, Caseiros, Eldorado do Sul, Erval Seco, Glorinha, Ibiraiaras, Muitos Capões, Porto Alegre, Porto Lucena, Porto Xavier, Riozinho, Rolante, Santiago, Santo Antônio das Missões, São Borja, São Paulo das Missões, Taquara, Taquaruçu do Sul, Três Coroas, Unistalda e Vista Alegre.
Foram identificados 17 focos da doença, que é letal e causado por um vírus que pode infectar todos os mamíferos, inclusive seres humanos. É mais comum no gado. A raiva herbívora é transmitida por morcegos hematófagos, também conhecidos como morcegos vampiros.
A espécie foi identificada pela primeira vez no estado há um ano. Segundo o coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora, Wilson Hoffmeister Júnior, é importante que o produtor se mantenha atento quanto a possíveis sinais clínicos que possam aparecer nos seus animais, comunicando a inspetoria do seu município. Em cerca de 10 dias, o gado morre.
Uma das formas de proteger o gado contra a doença é a vacina, que não é obrigatória e nem disponibilizada pelo estado. O imunizante tem que ser comprado pelo próprio produtor em agropecuárias.
A doença também pode ser controlada mantendo os animais longe de morcegos.

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