A Prefeitura de Caraá interditou, na quinta-feira (29/01), duas comunidades terapêuticas que funcionavam no município. A medida foi adotada após o vencimento do prazo concedido para o encerramento voluntário das atividades, conforme notificações previamente emitidas aos responsáveis pelos estabelecimentos.
Diante do descumprimento das determinações, foi realizada uma operação conjunta envolvendo as Secretarias Municipais da Saúde e da Assistência Social, com apoio da Brigada Militar. Durante a ação, as equipes identificaram as pessoas acolhidas nas comunidades e promoveram o encaminhamento seguro de cada uma delas às suas respectivas famílias.
No decorrer da operação, uma pessoa foi identificada como foragida da Justiça e acabou sendo presa pelas autoridades.
As interdições têm como base um decreto municipal publicado em 16 de janeiro, que suspende, pelo período de 90 dias, a emissão de documentos de liberação para o funcionamento de comunidades terapêuticas em Caraá. A decisão foi tomada após a constatação da possibilidade de instalação de uma nova unidade em uma residência localizada em frente a uma escola municipal, o que gerou preocupação quanto à segurança e ao ordenamento urbano.
Segundo a Administração Municipal, a iniciativa busca garantir a segurança da população, assegurar responsabilidade na prestação desse tipo de serviço e permitir que o município avance na elaboração de uma legislação específica para regulamentar o funcionamento das comunidades terapêuticas em Caraá.