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Médico emergencista do HSAP explica como funciona o Protocolo de Manchester

Tem sido comum pacientes se queixarem sobre o tempo de atendimento no HSAP. Mas isso não é algo que só aconteça aqui, mas na maioria dos hospitais. Tudo ocorre devido ao cumprimento do chamado Protocolo de Manchester que tem esta finalidade: avaliar, mediante triagem feita por enfermeiros treinados para este fim, os casos que chegam ao hospital, priorizando os casos mais graves até àqueles que não precisam de atendimento urgente e que podem, até mesmo serem atendidos em ambulatório, ou em posto médico.
O médico emergencista Dr. Israel Rezende, que é plantonista no HSAP, explica como é este procedimento:
“Em SAP temos um gargalo comum de municípios de médio e pequeno porte, que é a falta de uma UPA. Como não temos uma Unidade de Pronto Atendimento, que seria a nossa atenção secundária, temos hoje a atenção primária em saúde (postos), mas não a atenção secundária em Saúde, o que é normal, porque vários municípios que não têm como sustentar uma UPA devido à questões de localização, estrutura física e de pessoal como técnicos, enfermeiros, médicos, além de questões de segurança. Não é um problema, ou culpa do ponto de vista de Santo Antônio da Patrulha. Hoje o HSAP funciona como secundário e terciário, pois temos toda a demanda do município, como pacientes classificados no hospital como azuis e verdes que seriam de responsabilidade de uma Unidade de Pronto Atendimento ou até mesmo atenção primária.”
Exemplificando, o médico afirma que pacientes classificados como azul e verde, que demandam de quatro a seis horas de espera, não apresentam risco de vida imediato. “Porém, se o mesmo apresentar alguma alteração importante neste período de espera, contacte a enfermagem, que poderá determinar a alteração e sua classificação e por consequência, da cor da sua pulseira, podendo passar para o amarelo, quando então a prioridade é de até 50 minutos para o atendimento. Muitos pacientes chegam a emergência, mas como a sua classificação não é de risco iminente à sua saúde, poderiam ser encaminhados a um ambulatório, ou posto médico, onde o atendimento é mais rápido, não havendo necessidade de intervenção hospitalar, como internações ou até mesmo transferências para outras unidades. São os casos que, na avaliação feita na triagem, são classificados nas cores azul e muitos da cor verde, pois não apresentam risco de vida.”

Resumindo o que o Dr. Israel Rezende explica sobre o atendimento na Urgência e Emergência do HSAP:
O Protocolo de Manchester é um sistema de classificação de risco amplamente utilizado em serviços de urgência e emergência no Brasil e no mundo. O sistema utiliza um conjunto de cores para priorizar o atendimento de pacientes com base na gravidade de seus sintomas, e não por ordem de chegada.

Entendimento sobre o procedimento
Implementado no Brasil sob regulamentação do Ministério da Saúde e com respaldo do Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), o protocolo tem como objetivo principal otimizar o atendimento, garantindo que os casos mais graves sejam socorridos imediatamente.
A triagem é realizada por um profissional de enfermagem treinado, que avalia os sinais vitais e os sintomas do paciente, atribuindo uma das seguintes classificações por cores:
Vermelho – Emergência: Atendimento imediato. Casos gravíssimos com risco iminente de morte, como hemorragias incontroláveis, infartos ou crises asmáticas graves.
Laranja – Muito Urgente: Atendimento em até 10 minutos. Situações graves que necessitam de avaliação rápida, mas que não apresentam risco de morte imediato, como grandes queimaduras.
Amarelo – Urgente: Atendimento em até 60 minutos. Pacientes que precisam de atendimento médico, mas podem aguardar. Exemplos incluem dores moderadas, vômitos persistentes e tonturas.
Verde – Pouco Urgente: Atendimento em até 120 minutos (2 horas). Casos menos graves, como febre baixa, dores leves e resfriados, que poderiam ser assistidos em ambulatórios.
Azul – Não Urgente: Atendimento em até 240 minutos (4 horas). Situações de menor complexidade ou queixas crônicas, que podem ser encaminhadas para outras unidades de saúde.
Recentemente, a cor branca foi proposta para pacientes que buscam o serviço de urgência para resolver problemas administrativos ou que não apresentam queixas clínicas.

Impacto nos Serviços de Saúde
O uso do Protocolo de Manchester tem se mostrado eficaz na diminuição do tempo de espera para casos graves e na melhoria da segurança do paciente. No entanto, a implementação do sistema por vezes gera questionamentos e críticas por parte dos pacientes com classificações verdes ou azuis, que precisam aguardar mais tempo. A comunicação transparente por parte das unidades de saúde, explicando o funcionamento e as cores do protocolo, como o tem feito o HSAP, é essencial para o entendimento da população.
Por isso o Hospital de Santo Antônio da Patrulha, como a maioria dos hospitais, aderiu ao sistema de pulseiras coloridas para identificar a prioridade de cada paciente e otimizar o fluxo de atendimento.

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