O que aconteceu neste domingo (31/05), foi um fato digno de registro. Aproximadamente 30 alunos de um total de 33 da primeira turma de formandos do 8º ano da Escola Felisberto Luiz de Oliveira, na época tendo a denominação de Cel. Camisão, retornaram aos bancos escolares do mesmo colégio onde outrora deram os seus primeiros passos na Escola que nunca esqueceram ao longo de suas vidas. A maioria, com olhos marejados, lembrando professores e colegas, sentiu-se como se estivessem nos primeiros dias de aula há mais de 70 anos, quando Monjolo ainda era uma pequena localidade com poucas casas e hoje é visto como uma comunidade pujante.
Dentre eles estava o agora aposentado e que também na fase adulta foi professor e radialista Adão Paulo Lopes. Ele lembra de dois saudosos professores que já não estão mais entre nós: Izidoro Francisco Rancheski que era o diretor e Ana Zenaide Gomes Ourique.
A FESTA DA ESCOLA
E o encontro de domingo aconteceu num período muito especial para a Estadual de Ensino Fundamental Felisberto Luiz de Oliveira: no dia 10 deste mês, aquela tradicional escola estará completando seus 85 anos de existência.
Ecléia Freiberger Assis, professora do 3° e 4° anos, que mora naquela localidade de Monjolo que considera a Escola Felisberto como a sua segunda casa, foi quem teve a ideia de reunir os ex-alunos daquela primeira turma de formandos para lembrar e comemorar os anos em que passaram pelos seus bancos escolares.
COMO SURGIU A IDEIA
“A ideia surgiu após um reencontro de dois ex-colegas, depois de 50 anos sem se ver”, conta a professora, para prosseguir: “Daí veio a ideia de marcar um almoço, para reunir a primeira turma de oitava série a se formar na Escola.”
E a resposta foi imediata: grande parte compareceu no domingo para um abraço, já que muitos não se viam há muitos anos, pois cada um foi construir a sua vida, tendo família, filhos, netos e, quem sabe, até bisnetos, mas que não esqueceram os momentos vividos nos bancos da tão querida escola.
EMOÇÃO
E, como afirma Ecléia, foi algo que causou muita emoção. As crianças daquele tempo, hoje na faixa dos 70 aos 85 anos, muitas das quais, ao invés da pasta com livros e cadernos, voltaram apoiadas pelo bordão de anos vividos e que hoje desfrutam de um merecido descanso.
NO SALÃO
O primeiro encontro foi no salão da comunidade, onde aconteceu um almoço especial com direito a bolo e sobremesa.
Depois todos foram para a Escola, que fica do outro lado da rua para a continuidade da confraternização, estando presente a professora Leleca Migliavaca, hoje com 76 anos e que iniciou naquele colégio em 1972.
Hoje a Felisberto tem como diretora a professora Maria Inês Rocha Diretora e vice-diretora a professora Daniela Souza da Rosa.
Um fato que chamou a atenção de Ecléia foi que, ao invés do giz para o quadro negro daquele tempo, hoje se emprega a caneta de quadro. “Aí abri a minha sala do 3° ano e dei a minha caneta de quadro para eles escreverem”.
REALIZAÇÃO
“Me senti muito abençoada de estar vivendo este momento único, momento histórico, em meio a risadas, lembranças, choros, emoções, brincadeiras, enfim, sentimentos fundamentais para a vida de quem se quer bem de verdade.
Fico cada vez mais com a certeza de que esta minha profissão é maravilhosa e uma das mais lindas. Acredito na educação amorosa e fraterna e só tenho a agradecer pela oportunidade de estar com essas pessoas tão especiais”, relata emocionada e com lágrimas, a professora Ecléia.
As despedidas dos alunos foi com muita alegria e lágrimas com promessas de novo encontro no próximo ano.