Macrófitas no Rio Gravataí: plantas aquáticas colocam órgãos em alerta

A Prefeitura de Gravataí, por meio da Fundação Municipal do Meio Ambiente (FMMA), vem a público manifestar-se sobre o fenômeno das macrófitas (plantas aquáticas) no Rio Gravataí. O acontecimento tornou a água do rio coberta por vegetação, parecendo “um grande tapete verde”. Como já foi presidente da FMMA e tem como uma de suas grandes preocupações o meio ambiente, o prefeito Luiz Zaffalon está atento ao fenômeno e, a seu pedido, a Corsan irá contratar um técnico especialista no tema para análise do fenômeno e indicar as providências necessárias.
“São diversas as causas que podem ocasionar esse surgimento das plantas aquáticas. Por isso, estamos atentos e preocupados em resolver esse problema o quanto antes”, disse Zaffa, lembrando que o rio banha os municípios de Gravataí, Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Viamão, Alvorada, Cachoeirinha, Canoas e Porto Alegre. Por se tratar de um rio que abrange vários municípios, a responsabilidade por seu controle, monitoramento e fiscalização é da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).
Segundo o último Relatório da Qualidade da Água do Rio Gravataí, emitido pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), há uma degradação nos parâmetros em relação ao relatório anterior, sendo as causas variadas e antigas, tais como: esgoto cloacal sem tratamento, insumos agrícolas, degradação, baixa preservação do manancial (Banhado Grande) e estiagens. Sendo assim, tornou-se possível a observação de uma grande quantidade destas macrófitas em alguns pontos específicos do rio. Em maior abundância, foram encontradas a orelha-de-onça (Salvinia biloba) e, em menor quantidade, outra espécie, conhecida como alface d’água (Pistia stratiotes). Ambas as espécies ocorrem de forma natural no rio, mas alterações na qualidade de água, em conjunto com o baixo regime de chuvas, acarretam na sua proliferação desenfreada. Seu sombreamento intenso no habitat em que se instala prejudica organismos aquáticos secundários que buscam abrigo em outros pontos do rio.
Conforme o presidente da FMMA, Paulo Moreira, em 18 de maio deste ano, a FMMA relatou a situação à Fepam, pois, devido ao baixo nível do rio, o mesmo foi tomado pelas macrófitas, o que poderia estar ocorrendo por falta de “nutrientes”, que, na maioria das vezes, ocorre por conta das lavouras acima e dos trechos próximos à parte baixa, onde o lançamento de esgotos cloacal é crítico, acumulando grande quantidade de matéria orgânica. “A FMMA vem monitorando, fiscalizando e notificando os órgãos competentes sobre esta situação, sendo que, na última sexta-feira, 11, a Fepam foi, novamente, notificada sobre o fato, sendo solicitado com urgência a vistoria dos trechos do Rio Gravataí, onde esta situação vem ocorrendo, bem como apresentar informações sobre a influência deste fenômeno, sobre a qualidade da água e da fauna/ flora aquática”, ressaltou Moreira. Ele ainda explicou que, por conta da sua propagação vegetativa rápida, a retirada das macrófitas, de apenas algumas porções, não resolveria o problema, sendo necessário aguardar o posicionamento dos órgãos competentes.
Além destes fatores citados, anteriormente, o fato do estuário Guaíba estar mais alto em nível, do que o Rio Gravataí, impede que esta vegetação escoe para o Guaíba, se dispersando, como naturalmente sempre ocorreu. “A prefeitura e a FMMA estão tomando todas as medidas legais para a solução deste problema em nosso município, e na próxima semana, irá fiscalizar todos os trechos do Rio Gravataí para averiguar se existe algo além do mencionado que esteja impedindo a escoação desta vegetação”, finalizou o prefeito Zaffa.

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