Judiciário traz exposição que retrata histórias de mulheres vítimas de violência

Mostra, que está no shopping e foi aberta nesta quarta-feira (3/8), integra a programação do Agosto Lilás

Priscila Milán

“Em casa, Patrícia vivia um tormento. Queria a separação, mas o companheiro, José, não. O impasse era o motivo das discussões. Ela nunca registrou ocorrência denunciando as agressões sofridas”. O desfecho dessa narrativa é trágico: a mulher foi assassinada pelo esposo. Essa é apenas uma das histórias reais retratadas na exposição “Agora ou na hora de nossa morte”, que alerta sobre os casos de violência cometidos contra a população feminina.

A mostra, criada em 2017, foi desenvolvida pela Corregedoria Geral da Justiça e Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça. Vencedora do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2018, na categoria Inovação, ganhou caráter itinerante e atualmente está no Gravataí Shopping Center (Av. Centenário, 555).

A abertura ocorreu nesta quarta-feira (3/8), oficializando o início da programação do Agosto Lilás. Trazida pela Comarca de Gravataí, a exposição propõe que a sociedade reflita sobre a necessidade de fortalecer a rede de proteção às mulheres vítimas de violência e denuncie os casos. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números 180 (Central de Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) ou 3945-2711 (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Gravataí).

O evento no shopping contou com a presença de autoridades e representantes das instituições que formam o grupo de trabalho da Rede Lilás. Na solenidade, as juízas Valéria Neves Willhelm, titular da 1ª Vara Criminal, e Mariana Aguirre Fachel, diretora do Fórum, salientaram que a discussão do tema é fundamental, sendo preciso também desenvolver ações educativas para conscientização da comunidade.

A delegada Fernanda Generali apontou que o trabalho da rede está se fortalecendo, mas ainda é imprescindível que a sociedade, incluindo a própria mulher vítima de violência física ou psicológica, compreenda a gravidade da situação e busque ajuda. No encerramento da cerimônia, o comandante do 17º BPM, tenente-coronel Daniel Araújo de Oliveira, destacou a atuação da Patrulha Maria da Penha no atendimento a essas mulheres e enfatizou que romper o ciclo de violência requer ainda trabalhos direcionados à educação e valorização da família.

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