Fisioterapeuta fala sobre reabilitação de pacientes no Hospital de Santo Antônio da Patrulha

Recém-contratada do Hospital de Santo Antônio da Patrulha, Paula Iaronka é natural de Novo Hamburgo e reforçou a equipe do hospital a partir desta semana. Formada pela Feevale em 2020, ela já atuou em outros hospitais, tanto em UTIs como em unidades de internação.

MOMENTO ATUAL

Paula vê a situação atual, em relação aos pacientes com Covid, bem mais tranquila do que há alguns meses, quando acontecia o esgotamento da capacidade dos hospitais, tanto na internação quanto na UTI Covid. “Hoje a situação é bem mais tranquila, havendo poucos pacientes graves”, define a fisioterapeuta.
Mas ela também atende pacientes não Covid, afirmando que havia uma carência em relação à fisioterapia no hospital, sendo comum pacientes ficarem mais tempo acamados quando já poderiam estar se movimentando.

PROCEDIMENTOS

Normalmente, o paciente pós UTI precisa de reabilitação e fisioterapia de forma intensiva, após ser extubado, para que possa voltar às suas atividades normais. Depois ele vai para a unidade de internação para a continuidade do processo, para que, aos poucos, volte a caminhar, recuperando o condicionamento físico, procedimento que deve continuar em casa. Essa atividade, depois da alta, pode ser feita por um fisioterapeuta ou profissional de Educação Física, porque a pessoa sente muita diferença daquilo que era antes da hospitalização e depois.
Exemplificando, cita o caso de pacientes que se queixam que não conseguem mais caminhar duas quadras na sua ida para o trabalho, “mas tudo isso é um processo”, como afirmou antes, “de reaprendizado”.

REAÇÕES

Cada caso é um caso, afirma Paula, ao se referir sobre a forma como o paciente pós Covid reage. Há aqueles que saem da UTI e retornam à sua vida normal como antes. Mas a maioria necessita da reabilitação, porque ficam um pouco mais debilitados, já que, ao serem entubados, perdem muita massa muscular e o progresso é mais lento, sendo que isso se deve ao longo período em que o paciente fica sem movimentação.
Nestes casos, a hipertensão, a obesidade e a pressão alta são comorbidades que dificultam mais a plena recuperação do doente. “Mas, mesmo quando está na UTI, o fisioterapeuta faz todos os movimentos com o acamado”, finaliza a fisioterapeuta, acrescentando estar muito feliz por trabalhar no Hospital de Santo Antônio da Patrulha da Santa Casa de Misericórdia e ter sido tão bem recebida pelos colegas e pacientes.

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