Eleições para a presidência e diretorias do CPERS/Sindicato começaram ontem

Começou ontem, quarta-feira, prolongando-se até amanhã, sexta-feira, a votação para a nova presidência e diretorias de Núcleos do CPERS-Sindicato em todo o Estado.
Concorrem as seguintes candidatas à presidência estadual: Chapa 1: Cleusa Werner, Chapa 2: Helenir Shürer e Chapa 3: Candida Rosseto.
Na semana passada entrevistamos a candidata da chapa 2 à direção geral do 13º Núcleo, professora Desirée Barcellos.
Hoje, o leitor saberá o que pensa e quais os projetos da candidata à reeleição e que integra a Chapa 2 Helenir Shürer, atual presidente desde 2014. Ela é professora do Estado há mais de 30 anos, filiada ao CPERS antes mesmo de iniciar na rede estadual. Formada em Letras pela Faculdade Dom Bosco, de Santa Rosa, Helenir foi vice-diretora e diretora do 23º Nùcleo em Santana do Livramento e secretária de formação da CUT/RS. Integrou a direção central entre 2001 e 2008 e atualmente é a presidente estadual do CPERS desde 2014.
Helenir tem como principal meta, caso vença as eleições que estão ocorrendo pela primeira vez de forma virtual devido à pandemia, buscar a recomposição do salário. “Já estamos em campanha salarial buscando audiência com o governo para que nos atenda e vamos continuar, porque nosso salário precisa imediatamente de uma reposição”, salienta, acrescentando que a questão salarial dos professores é uma das mais graves que a categoria atravessa. “Estamos há seis anos sem reajuste salarial. Fizemos o cálculo onde se constata que nossas perdas já somam 40 por cento. Portanto, um reajuste salarial é importante, apesar de toda a política do presidente Bolsonaro, que através da lei 173 e, proíbe o aumento. Nós já estamos pressionando o governo para que abra uma mesa de negociação e pensarmos na reposição salarial para os trabalhadores em educação. É uma pauta importante que está muito presente na nossa luta cotidiana”.

PANDEMIA
Relativamente à pandemia que tem causado sérios problemas em relação ao retorno às aulas presenciais, a candidata afirma que essa doença deixará marcas “e não temos dúvidas sobre isso, apesar de estarmos fazendo muito mais do que estarmos nas aulas presenciais. O trabalho dobrou e é extenuante. Apesar de toda a atenção dos professores e funcionários em relação aos alunos, apesar do desprendimento dos nossos colegas e professores em função das aulas remotas, temos a clareza de que ainda assim teremos alguns hiatos que deverão ser sanados com planejamento sendo que temos provocado o governo do Estado, de que temos que fazer planejamento a longo prazo para resgatar o conhecimento de todos os alunos e deixá-los alinhados para a próxima etapa da sua vida estudantil”.

RETORNO ÁS AULAS PRESENCIAIS
Sobre o retorno às aulas presenciais, assim se manifesta Helenir Shürer: “Nós, enquanto sindicato, temos uma posição em relação ao retorno às aulas presenciais: As escolas não têm condições de receber os nossos alunos com tranquilidade, até mesmo pelos protocolos que são falhos. Por exemplo, hoje os alunos para entrar na escola, devem ter máscara e medir a febre. Só que temos crianças assintomáticas, assim como adultos, que não vão apresentar nenhum problema febril e poderão estar contaminados dentro das escolas. Essa volta, esse retorno que aconteceu, já tem diversos casos de contaminação nas escolas e estamos muito preocupados. Ainda é muito alta a contaminação. Portanto, devem ser evitadas a circulação de pessoas com a volta às aulas. Por isso, somos contrários neste momento da volta às aulas, porque haverá maior contaminação pelo Covid-19”.

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