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Crianças vivem 15 dias sem celular e resgatam brincadeiras e convivência real

O segundo capítulo do Desafio Farroupilha — “Desconectados”, exibido na última sexta-feira (28/11) pela RBS TV, trouxe à tona as primeiras transformações vividas pelas 30 crianças da invernada mirim do CTG Patrulha do Rio Grande, de Santo Antônio da Patrulha. Todas aceitaram o desafio de passar duas semanas completamente sem celular — e cada vivência offline será transformada, ao final do projeto, em uma coreografia inspirada nessa experiência.
Desde os primeiros dias sem aparelhos, as crianças começaram a redescobrir prazeres simples e cotidianos que, na era digital, muitas vezes passam despercebidos: elas sentiram falta das conversas com familiares distantes, micro-momentos tornaram-se mais significativos — como o riso espontâneo durante um banho de chuva, as caminhadas em família, as brincadeiras de pé no chão, e o reencontro com a simplicidade através de visitas às avós.
Em vez das telas, foi aberto espaço para reflexões, sentimentos e criatividade: algumas das crianças registraram suas emoções em diários e bilhetes, como forma de lidar com a saudade e o vazio da ausência tecnológica. No caso da participante que sentiu dificuldade na adaptação, surgiu o “Divã do Desafio” — um espaço acolhedor com o apoio de psicólogas e neuropsicopedagogas, onde elas puderam expressar suas angústias e inseguranças.
Mas o programa não é apenas um teste de abstinência digital. A temporada busca despertar curiosidade, empatia e novos interesses nas crianças. No segundo episódio, por exemplo, um grupo de pequenos apaixonados por animais teve a oportunidade de conhecer o dia a dia do Hospital Veterinário da Feevale, em Campo Bom — onde examinaram cães, conheceram um cavalo que utiliza prótese, e vivenciaram a rotina de quem cuida de vidas. Foi uma chance de expandir horizontes e valorizar o cuidado e a responsabilidade.
O desafio tem também um forte caráter de resgate cultural e de convivência: com a proposta de usar a vida sem telas para reviver brincadeiras tradicionais, fortalecer vínculos familiares e vivenciar o tempo com mais presença, o Desafio Farroupilha propõe uma verdadeira reflexão sobre o ritmo da infância, o uso da tecnologia e o valor das relações humanas.
A proposta, idealizada para a 11ª edição do reality, convida a comunidade a acompanhar não só uma competição de dança — mas um experimento social e educativo. No final, toda essa vivência offline será traduzida em arte, com uma coreografia temática criada pelos coreógrafos Juarez Paiva e Guilherme Chula, que buscará expressar as descobertas, os desafios e os aprendizados dessas crianças durante os 15 dias desconectados.
Quando os aparelhos forem devolvidos, não serão apenas telas que retornam — mas também histórias, lembranças e, quem sabe, lições profundas sobre tempo, atenção e convivência. Pais, professores e os próprios alunos terão a oportunidade de compartilhar suas impressões e avaliar possíveis mudanças de comportamento, convívio e sensibilidade.
O Desafio Farroupilha continua até 19 de dezembro, com novos episódios toda sexta-feira no Jornal do Almoço da RBS TV. Vale acompanhar para ver de que forma essa experiência transformadora poderá reforçar valores essenciais como empatia, comunidade, tradição e simplicidade.

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