O chefe do escritório municipal da Emater, engenheiro agrônomo João Batista Guedes Fernandes, que atua há 13 anos na Emater — sendo oito anos em Caraá e, desde 2022, no escritório de Santo Antônio da Patrulha —, ao ser questionado sobre o impacto da crise do óleo diesel na lavoura, provocada por conflitos no Oriente Médio, afirmou que o aumento nos preços do combustível e sua eventual escassez têm elevado os custos dos insumos e, consequentemente, o custo de produção de toda a cadeia produtiva.
TERRA FORTE
Já em relação aos seus projetos, desde que assumiu a chefia do escritório local, João Batista salienta que a Operação Terra Forte (SDR) do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, é a mais forte já que serão 100 beneficiados em Santo Antônio da Patrulha com R$ 30.000,00 cada, com foco na recuperação dos solos, totalizando R$ 3.000.000,00 para o município em 2026.
“Trata-se do Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática da Agricultura Familiar Gaúcha, sendo a maior iniciativa de recuperação de solos já proposta pelo Estado.”
Ele afirma que o Programa promove práticas sustentáveis e posiciona a agricultura familiar como eixo estratégico na reconstrução do Rio Grande do Sul. Além desta operação, existem outras 32 atividades planejadas para o ano de 2026 pelo escritório municipal para assistência técnica e extensão rural e social.
Afirma o chefe do escritório local da EMATER que as culturas mais prejudicadas são o arroz, a soja e a bovinocultura.
NO ESTADO
A crise do óleo diesel no Rio Grande do Sul, agravada em março e abril deste ano, gerou um impacto severo e imediato nas culturas gaúchas devido à coincidência com o auge da colheita de soja e arroz. A escassez e a alta nos preços ameaçam a rentabilidade do produtor e a logística de escoamento da safra.
IMPACTOS NAS CULTURAS
Devido à crise, o fornecimento irregular do combustível forçou a paralisação pontual de colheitadeiras e semeadeiras em diversas regiões. A falta de diesel em momentos críticos pode levar a perdas de grãos no campo por excesso de maturação ou intempéries.
Já em relação à olivicultura, os produtores relatam dificuldades extremas no frete diário necessário para levar a oliva até os lagares no mesmo dia da colheita, elevando drasticamente o custo do produto final.
DIESEL DISPARA
O preço do diesel para agricultores disparou cerca de 50% após tensões no Oriente Médio. O valor do combustível em Porto Alegre chegou a variar de preço, significando que em determinado período de monitoramento na Capital, o preço de 1 litro de combustível (provavelmente gasolina ou diesel) não era uniforme, apresentando uma diferença significativa entre o posto mais barato e o mais caro.
Além das máquinas de campo, o transporte rodoviário foi atingido pelo aumento dos custos, dificultando o envio da produção para indústrias e portos.