O corpo da jovem Isabela Miranda Borck, que teria entre 17 e 18 anos, foi encontrado na sexta-feira (16/01), na localidade de Beco do Rio do Sinos, no município de Caraá, em adiantado estado de decomposição.
Conforme o delegado da Polícia Civil, Jair Francisco dos Anjos, informou ao término de Força Tarefa Interestadual, formada por policiais gaúchos e catarinenses para localizar o corpo de Isabela, o pai da vítima é o principal suspeito do crime, tendo sido preso no Mato Grosso do Sul e conduzido para Itajaí, onde Isabela morava com a família. Após interrogatório, terminou apontando o local onde estava o corpo da filha.
O policial civil Inspetor, Pekim Tenório, da Operação Verão, que atua em Santo Antônio da Patrulha, foi o primeiro a localizar às onze horas da manhã daquele dia, o corpo da vítima que estava em um córrego, em uma área de difícil acesso, estando envolto em uma lona e coberto por pedras.
O criminoso teria tentado ocultar o cadáver da filha naquele local, por possuir uma chácara naquela região.
Os restos mortais de Isabela, foram transladados pela Funerária Caraá, sendo que a Polícia catarinense, por onde corre o inquérito, busca agora apurar a motivação para o crime, definido como homicídio qualificado.
O DESAPARECIMENTO
Conforme o Jornal dos Bairros, de Itajaí, Isabela Miranda Borck, de 17 anos, foi vista pela última vez na madrugada de 29 de novembro, em Itajaí (SC). O pai da adolescente foi detido na cidade de Maracaju, no interior do Mato Grosso do Sul, sendo transferido para Santa Catarina, onde permanece à disposição da Justiça, de acordo com o que publica o mesmo jornal.
Ainda conforme a mesma publicação, a investigação da Polícia catarinense aponta agora para a possibilidade de que a estudante do terceiro ano do ensino médio tenha sido vítima de abusos sexuais.
De acordo com a Polícia Civil de Santo Antônio apurou, com base nas informações repassadas pela Polícia Civil catarinense durante as buscas em Caraá, o que teria sido apurado é que o estupro da adolescente teria acontecido há aproximadamente 12 anos.
O laudo da necropsia deverá apurar se Isabela foi morta em Santa Catarina, ou em Caraá.