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Aos 96 anos, dona Inácia mantém viva a vontade de votar

Aos 96 anos, Dona Inácia Santos de Souza poderia, por direito, optar por não votar. Mas, para ela, exercer a cidadania continua sendo uma escolha que faz questão de manter.
Moradora de Santo Antônio da Patrulha, ela compareceu mais uma vez às urnas, amparada pelo braço por um dos seus dez filhos, para cumprir seu dever de cidadã, levando consigo uma história de décadas de participação eleitoral. “Eu quero votar”, afirmou, com simplicidade, ao explicar por que continua exercendo o direito de escolher seus representantes.
Para Dona Inácia, cada voto representa uma forma de ajudar. “É para ajudar, né? Mais um voto”, resumiu.

UMA HISTÓRIA QUE COMEÇOU AOS 20 ANOS
A relação de Dona Inácia com as urnas começou ainda jovem. Ela conta que passou a votar aos 20 anos, por influência do marido, que sempre fez questão de participar das eleições.
“Meu marido quis votar, tirou o título dele e eu fiquei votando também”, recorda.
Foram quase 50 anos de casamento. Dona Inácia conta que se casou em 24 de setembro e ficou viúva poucos meses antes de completar cinco décadas de união. Mesmo depois da morte do marido, manteve o compromisso que os dois haviam construído juntos: continuar participando das eleições.

UMA VIDA DEDICADA À FAMÍLIA
A história de Dona Inácia também é marcada pela família. Mãe de dez filhos, ela ajudou ainda a criar dois netos e hoje comemora a chegada dos bisnetos.
Ao falar sobre o ato de votar, sua explicação é simples, mas carregada de significado: “Eu podendo caminhar, eu voto.”
E deixa uma mensagem especialmente para as novas gerações. Na sua visão, participar das eleições é uma maneira de contribuir para a sociedade.
O filho Renato, que a acompanhou, não esconde o orgulho. “Eu fico orgulhoso por ela querer participar da democracia do país. É bom, eu me sinto orgulhoso por ela.”

UM EXEMPLO DE CIDADANIA
A presença de Dona Inácia nas urnas, aos 96 anos, representa mais do que uma simples participação eleitoral. É o retrato de uma geração que aprendeu a valorizar o direito de votar e que, mesmo quando esse voto já não é obrigatório, continua entendendo sua importância.
Sem discursos ou grandes palavras, Dona Inácia resume sua escolha em uma frase que atravessa sua longa trajetória de vida: “Eu quero votar.”

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