Anjos sempre dispostos a ajudar, mas que também precisam da sua colaboração

Priscila Milán

Há exatamente um ano, uma equipe da Associação de Resgate Metropolitano Anjos do Asfalto foi acionada pela Brigada Militar para auxiliar no atendimento a uma menina engasgada. Mesmo sem detalhes sobre o bebê e a situação, Pedro Scherer, Renan Sparremberger e Cristiano Foletto partiram rapidamente para o local da ocorrência. “Não sabíamos o que iríamos encontrar pela frente, não tínhamos a idade da criança, nenhum dado que pudesse agilizar o atendimento. Quando chegamos, um soldado me passou o bebê e a partir dali foi uma luta contra o tempo”, relata Scherer, socorrista há seis anos.

A garotinha tinha apenas 26 dias de vida na ocasião e o grupo sabia que cada segundo era importante naquele atendimento. “Renan e eu fizemos os procedimentos e manobras enquanto o Foletto nos conduzia ao Hospital Dom João Becker. Acredito que o deslocamento durou em torno de sete minutos e, graças a Deus, minha equipe e a Brigada Militar conseguiram entregar a pequena com vida e bem aos braços dos médicos. Foi uma ocorrência tensa, difícil, mas depois que tudo deu certo, vibramos, choramos e agradecemos à família Anjos do Asfalto por confiar em nós”, conta o voluntário.

A família que passou pela desesperadora situação jamais vai esquecer da ajuda dos socorristas. Recentemente, quando a menina completou um ano, a equipe foi convidada para a festa de aniversário. “Ficamos surpresos com o convite, pois normalmente a gente atende e depois acaba perdendo o contato com a pessoa socorrida. Quando a mãe da nossa anjinha, como a chamamos, nos procurou para fazer o convite foi gratificante. Não há dinheiro que pague uma emoção dessa! Sentimos que a Laurinha já é uma das nossas. Todos querem acompanhar o crescimento dela. Brincamos que ela ganhou mais três padrinhos!”, salienta Scherer.

Ajudar a salvar vidas faz parte da rotina do grupo de resgate, que presta atendimento pré-hospitalar em Gravataí e Cachoeirinha. Os voluntários também desenvolvem outras ações, como palestras, simulações de ocorrências, auxílio jurídico e atendimento psicológico para os socorridos ou familiares. O trabalho desenvolvido pela ONG é mantido com doações de empresários e da população em geral.

Contudo, o presidente do Anjos do Asfalto, Rafael Oliveira, destaca que eles passam por dificuldades financeiras, pois além das contas habituais, aquisição de materiais e manutenção da ambulância, há uma obra para ser concluída na base operacional, localizada no bairro Vera Cruz, em Gravataí.

“Estamos há alguns anos batalhando algumas modificações em nosso terreno para conseguir o alvará de saúde definitivo. Estamos construindo um pavilhão. Toda a obra vai dar em torno de R$ 200 mil. Estamos com mais da metade pronta, temos apoio de algumas empresas, mas precisamos de ajuda financeira porque, além disso, temos que manter o grupo. Todas as contas são pagas pela própria instituição”, explica.

Doações de qualquer valor podem ser feitas para a associação. A chave do Pix é tesouraria@resgateanjosdoasfalto.com. A instituição conta com cerca de 140 voluntários ativos e realiza plantões das 19h de sexta-feira às 7h de segunda. Para emergências o telefone é 3421-1999.

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