Como você, leitor, já sabe por estar nos acompanhando nas edições semanais, temos numerosos colegas e colaboradores que já passaram pela redação do jornal.
Nesta edição, estamos publicando o que pensam alguns deles.
Rodrigo Massulo (prefeito), que trabalhou na redação do jornal:
“Ao longo da minha trajetória profissional, tive a oportunidade de viver um período muito especial junto à Folha Patrulhense — uma experiência que levo comigo com enorme gratidão e aprendizado.
Foi ali que compreendi, na prática, a responsabilidade que envolve comunicar com seriedade, ética e compromisso com a verdade. Mais do que um ambiente de trabalho, encontrei pessoas que me ensinaram diariamente, seja pelo exemplo, pela dedicação ou pelo respeito com que tratam a informação e a comunidade. Cada convivência, cada pauta e cada desafio contribuíram de forma significativa para a minha formação.
A Folhinha se destaca pela sua credibilidade e imparcialidade, características cada vez mais valiosas em tempos de excesso de informação. É um veículo que cumpre, com excelência, o seu papel de informar com responsabilidade, sempre atento aos interesses da comunidade de Santo Antônio da Patrulha e de toda a região.
Deixo aqui meu reconhecimento e meus sinceros parabéns ao diretor-presidente, Moacir Menezes, e a toda a equipe da Folha Patrulhense, que há quase meio século contribui de forma decisiva para o desenvolvimento do nosso município.
Minha gratidão por tudo o que aprendi e vivi nesse período. Sem dúvida, a Folha teve um papel importante na construção da minha vida profissional.
Rodrigo Massulo — Prefeito.”
Vera Maciel Barroso — Historiadora
Ela possui, encadernada, a coleção completa de nosso jornal desde a sua primeira edição.
“Ao ensejo dos 47 anos da Folha Patrulhense, destaco a importância de quase meio século deste veículo de comunicação, que vem cumprindo seu papel de informar. Nesse sentido, ressalto que, para a minha tese de doutorado sobre a Açúcar Gaúcho S.A., as matérias e charges da Folha foram de grande valia enquanto memória — suporte da história do tema tratado.”
A historiadora revela possuir todas as edições do jornal encadernadas desde a 1ª (um legado de seu pai), sem faltar um exemplar até o ano de 2022. Trata-se de uma excelente fonte de pesquisa para o estudo do município ao longo das últimas décadas.
“Invisto na sua preservação em homenagem ao meu pai, Juca Maciel, que dedicou sua vida ao município, tanto pelo trabalho cartorário quanto como historiador, deixando um legado de pesquisas e textos que são fonte rica para a investigação da história local — muitos deles publicados no FP. Por outro lado, ele tinha um amor impressionante pelo jornal. Desde o primeiro número, comprava entre 40 e 50 exemplares de cada edição e os enviava pelo Correio a parentes no Estado e no Brasil, além de amigos próximos e distantes. Deu grande apoio para o crescimento do jornal, sendo muito amigo do Menezes”, elogia Vera Lúcia Maciel Barroso.
A coleção realmente impressiona: são dezenas de volumes encadernados que, como ela mesma afirma, constituem um belíssimo resgate da história dos últimos 47 anos — e que, se Deus quiser, continuará sendo escrita nas próximas décadas.
Márnei Consul — ex-redator da Folha Patrulhense: 
“Dos discursos políticos aos gramaticais”
“Trabalhei na Folha Patrulhense de 2003 a 2008, período em que tive a oportunidade de conviver com profissionais excelentes, como Suzana Belloli, Caroline Meregalli, Vera Barbosa, Gabriel Diedrich e Rodrigo Massulo. Foi um tempo de aprendizado, trabalho intenso e conciliação com minha faculdade de Letras na Unisinos, em uma época de ensino presencial.
Recordo-me de que, às quartas-feiras, não havia hora para sair, pois a edição de quinta-feira precisava ficar pronta, e as folhas para impressão tinham que ser produzidas no próprio local, para somente depois serem levadas à gráfica, que ficava (e ainda fica) em Gravataí.
Houve, ainda, um período em que eu e a Carô criamos um caderno especial, que trazia conteúdos extras ao jornal. Lembro que até editoriais de moda eram produzidos, com fotos e parcerias com lojas — quase uma revista. Inclusive, se não me engano, esse era o nome: “Folha em Revista”.
Na Folha Patrulhense, eu lidava muito com discursos de autoridades dos poderes Legislativo e Executivo. Por isso, meu trabalho de conclusão na Unisinos foi intitulado “Os discursos direto e indireto na imprensa patrulhense”, posteriormente publicado em revista acadêmica com o título “Os discursos direto e indireto à luz da enunciação”. Foi, literalmente, uma transição dos discursos políticos para os discursos gramaticais — algo que ficou marcado em minhas lembranças.
Diante disso — desta crônica de memórias —, só me resta parabenizar a querida Folhinha por mais um aniversário. Vida longa ao jornal, bem como aos profissionais que hoje o realizam!
Márnei Consul
Professor, escritor e servidor público.”
Elizandra Martini (ex-redatora): 
“Gostaria de expressar minha mais profunda gratidão pelos anos em que pude contribuir com meu trabalho no Jornal Folha Patrulhense. Minha dedicação, empenho e visão, junto aos demais colegas, foram fundamentais para o nosso sucesso coletivo.
Nossa capacidade de nos mantermos focados, mesmo diante dos desafios, foi admirável. O trabalho árduo que realizei e a forma como abracei cada tarefa com confiança, espírito de equipe e determinação foram, junto aos demais colegas, uma inspiração para todos nós.
As metas que atingimos juntos são reflexo direto de nossos esforços e comprometimento. O sucesso que celebramos hoje também pertence a vocês, patrulhenses, que fizeram parte dessa história e que, espero, sintam-se orgulhosos do papel significativo que desempenharam nessa conquista.
Parabéns ao Jornal Folha Patrulhense pelos 47 anos, levando informação e entretenimento a toda a comunidade patrulhense. Sou grata por ter feito parte desse jornal que sempre chamávamos de ‘nossa grande família’.
Elizandra Martini.”
Suzana Belloli (ex-diagramadora): 
“Trabalhei de 1995 a 2003 como diagramadora na Folha Patrulhense. No início, o processo era todo manual: os textos chegavam escritos à mão e eram digitados. A internet era discada, e não existiam todas essas ferramentas de edição que hoje estão à disposição de qualquer pessoa.
Era gratificante quando o jornal chegava às quintas-feiras pela manhã e os patrulhenses aguardavam ansiosos para ler a Coluna do Silva, os editoriais do Seu Edmir Barbosa, a coluna Mudando de Assunto, do Sr. Nelson Oziris, entre outras.
Nesse período, conheci muitas pessoas e fiz amizades que cultivo até hoje. Foi um tempo de muito aprendizado, e agradeço pela oportunidade de fazer parte desses 47 anos da Folha Patrulhense.
Parabenizo o Moacir que, junto com sua equipe, mantém a Folha Patrulhense como parte da história de Santo Antônio da Patrulha.”
Mariane Santos (ex-diagramadora): 
“Tive a oportunidade de trabalhar na nossa querida Folhinha ao longo de cinco anos como diagramadora. Nesse período, pude fazer parte de muitas histórias, levando ao povo da nossa terrinha informação verídica e de qualidade.
Trabalhar no tão querido jornal da cidade representou, para mim, um período de muito aprendizado, no qual compreendi que a comunicação une as pessoas, relata os fatos e, principalmente, leva cultura a toda a população.
Acredito que a Folha Patrulhense é um meio de comunicação de grande importância para nossa região, pois, por meio dela, temos a certeza de que a informação chega de forma correta, seja no formato digital ou no charme do jornal impresso.
À Folha Patrulhense, desejo muitos anos de vida. Que possamos continuar tendo o privilégio de acessar as notícias onde e da forma como desejarmos.
Parabéns por mais um ano e muito obrigada por fazer parte da minha trajetória.”
Kazumi Orita Filho (diagramador)
Falar da Folha é falar de história: a nossa e a de todos os patrulhenses. Ter tido o privilégio de ajudar a dar forma a essas páginas é uma honra que une minha trajetória profissional ao coração da nossa cidade. A Folha Patrulhense não apenas registra fatos. Ela preserva a identidade de Santo Antônio da Patrulha e mantém viva a nossa essência.