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Rafael Barcela fala sobre o primeiro ano à frente da presidência do Museu Caldas Júnior

No mês de abril, a Fundação Museu Antropológico Caldas Júnior completa um ano da gestão do presidente Rafael Barcela Gudaites à frente da instituição.
Ao avaliar o primeiro ano, Barcela destaca que a função exige dedicação constante e articulação entre diferentes segmentos da sociedade. Segundo ele, a atuação vai além da gestão administrativa, envolvendo diálogo permanente com instituições, entre os poderes públicos e a comunidade.
Entre os principais destaques está o expressivo crescimento no número de visitantes, com aumento superior a 250% em relação ao ano de 2024, evidenciando a reaproximação da comunidade com o espaço.
“Já me perguntaram se é bom ser presidente do Museu. É um trabalho árduo, que exige dedicação e, principalmente, construção coletiva. É fundamental essa proximidade e o bom relacionamento entre as instituições, entre os poderes locais e a comunidade”, afirma.

REABERTURA DO MUSEU
O início da gestão foi marcado por um desafio urgente: a situação de interdição no entorno do prédio histórico. À época, a preocupação não se restringia à edificação, mas também aos riscos relacionados ao tapume e ao madeiramento utilizado no isolamento da área.
Diante desse cenário, a presidência do Museu solicitou avaliação técnica junto à Secretaria Municipal do Planejamento e Desenvolvimento Econômico. A demanda foi prontamente atendida pelo secretário Borges, que encaminhou o engenheiro Gilberto Castro para a realização de uma análise do local.
O laudo técnico apontou que não houve agravamento da situação em relação ao diagnóstico já registrado em 2021, o que possibilitou a adoção de medidas seguras para a retomada das atividades.
“Graças a essa avaliação e ao apoio técnico, conseguimos reabrir o prédio com responsabilidade e cautela, justamente durante a Semana Nacional de Museus, um momento simbólico”, destaca Barcela.

ACERVO NOIVA DA LAGOA
Reaberto após quatro anos com atendimento parcial, o Museu apostou em uma iniciativa especial para marcar a retomada das atividades. A partir da identificação da existência de acervo pessoal e familiar de Maria Luiza Haussler, foi concebida a exposição sobre o crime que originou a lenda da Noiva da Lagoa.
O trabalho envolveu intensa articulação, resultando inicialmente no empréstimo do material junto à cunhada de Maria Luiza, Ingrid Emmer. A ação contou com o apoio do jornalista Joceli Roldão e foi conduzida com respeito e sensibilidade, considerando a relevância histórica e social do caso.
A exposição resgata um episódio de feminicídio ocorrido há 85 anos, cuja repercussão permanece atual e provoca reflexões importantes na sociedade. Durante a abertura oficial, que contou com a presença de Ingrid Emmer, foi anunciada a doação do acervo para a criação de um memorial permanente.
“A iniciativa representa um marco para o Museu Caldas Júnior e reforça a importância da preservação da memória, ao transformar uma história marcada pela dor em um espaço de reflexão, conhecimento e conscientização”, afirma Barcela.

PROJETO DE RESTAURO
Outro fato marcante da gestão ocorreu no mês de agosto, com a contratação de uma produtora cultural para a inscrição do projeto de restauro do Museu Antropológico Caldas Júnior no Edital SEDAC/LIC nº 11/2025. O projeto, já aprovado pelo IPHAE em março de 2023, passou a concorrer em nível estadual.
O resultado foi positivo: o projeto do Museu foi selecionado entre os três aprovados. A conquista representa um avanço significativo para a preservação do prédio histórico e para a qualificação do espaço cultural.
Rafael destaca que o êxito do projeto é resultado de um esforço coletivo. Ele ressalta o apoio da diretora da Cultura, Jassira Castro; do assessor jurídico Samuel Reis; a atuação decisiva do prefeito Rodrigo Massulo; e do secretário da Cultura, Turismo e Esportes, Sérgio Canário, na articulação junto ao empresariado.
“Se não fosse esse apoio, não estaríamos aptos a iniciar as obras de restauração, previstas para o próximo dia 10 de junho”, afirma.
Além da viabilização inicial, a administração municipal já assegurou recursos privados para a primeira etapa do projeto, consolidando as condições necessárias para o início das intervenções.
Destaca, ainda, o apoio incondicional e valoroso da secretária da Administração e Finanças, Cléia Airoldi, tanto na orientação quanto no suporte para a realização das importantes ações desenvolvidas ao longo da gestão.

ABERTURA AOS FINAIS DE SEMANA
A partir da Exposição “A Noiva da Lagoa”, o Museu iniciou uma experiência de ampliação do horário de atendimento, passando a abrir também aos sábados e domingos, das 14h às 18h.
A iniciativa teve grande aceitação do público, possibilitando a visita de pessoas que ainda não conheciam o espaço, além de permitir o retorno de visitantes que, até então, não conseguiam comparecer devido ao horário comercial.
Com a ampliação, o Museu também passou a se consolidar como ponto de recepção de turistas no município.

MUSEU VERDE
A ampliação do atendimento aos finais de semana também deu origem a uma nova iniciativa: o projeto “Museu Verde”. Desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente, o projeto tem como objetivo a distribuição de mudas de árvores nativas à comunidade.
Desde sua criação, o “Museu Verde” já realizou três edições, com a distribuição de centenas de mudas. A ação conta com o apoio do secretário Dirceu Machado e da bióloga Miriam Borba, cuja parceria tem sido fundamental para o sucesso da inciativa.

CONTINUIDADE DE PROJETOS
O Museu também deu continuidade a importantes iniciativas, como o projeto Caminho de Memórias, com a identificação do casario da Borges por meio de QR Code; o inventário cemiterial; o Concurso Municipal Amador de Fotografia; e o projeto Resgatando Memórias, com destaque para as comunidades e edições especiais.
Também integram esse conjunto de ações, atividades voltadas às técnicas artesanais antigas, desenvolvidas pelo grupo de artesãs.
Além disso, o Museu participou das programações da Semana Nacional de Museus, da Primavera dos Museus e da Semana do Meio Ambiente, fortalecendo seu papel como espaço de valorização da cultura, da memória e da educação.

DESTAQUE NA IMPRENSA
No último ano, o Museu Caldas Júnior conquistou amplo espaço na imprensa estadual e regional, reforçando sua relevância cultural. Temas como o projeto de restauro, o “Caminho de Memórias” e o acervo da “Noiva da Lagoa” foram destaque em veículos como Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio.
A repercussão também alcançou a TV Cultura do Vale, a Rádio Osório e o Jornal Fato em Foco, além de veículos locais como a Folha Patrulhense, a Rádio Itapuí e os podcasts Momento Mulher Sem Limites e A Sala É Nossa.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES
Para Rafael Barcela, o primeiro ano de gestão representa o início de um processo mais amplo. “Avançamos muito, mas temos consciência de que ainda há muito a ser feito. O restauro, a modernização e ampliação das ações culturais são etapas de um projeto maior, que visa consolidar o Museu como referência regional”.
Com planejamento em andamento e novos projetos previstos, o Museu Caldas Júnior segue fortalecendo sua missão de preservar, valorizar e difundir a história de Santo Antônio da Patrulha, reafirmando seu papel como espaço de identidade, memória e pertencimento.
Rafael Barcela destaca que sua atuação à frente da instituição também é guiada por princípios pessoais e cita o versículo bíblico de Provérbios 16:3 como inspiração: “Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos”.

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