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Jurados condenam irmãos acusados de homicídio, e juiz os sentencia a penas entre 17 e 22 anos

Terminou por volta de 21h30min de sexta-feira (24/10), o julgamento iniciado às 11h25min, dos irmãos que responderam pela acusação da morte de Júnior dos Santos, ocorrida em 3 de maio de 2016, na localidade de Montenegro. O Corpo de Jurados formado por seis mulheres e um homem decidiu pela condenação de ambos os réus, como foi o pedido do Promotor de Justiça, Dr. Camilo Vargas Santana que atuou na Acusação.
O presidente do Tribunal do Júri Dr. Rafael Gomes Cipriani, sentenciando-os a penas assim definidas:
Réu C.J.B.S. pena de 17 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão pelos delitos de homicídio qualificado e furto qualificado.
Réu J.B.S. pena de 22 anos e 19 dias de reclusão pelos delitos de homicídio qualificado e furto qualificado.
A Defesa esteve a cargo de uma banca composta pelos advogados Drs. Jean Severo, Anderson Borba da Silva, Francisco Goulart e Isaac Henrique da Silva Mello, que defenderam a tese de legítima defesa, não tendo sido aceita pelos jurados.
O Júri que principiou às 11h25min por questões burocráticas como afirmou o Juiz, teve a duração de 10 horas.
A assistência foi formada por familiares que procuraram permanecer durante todo o tempo de duração do julgamento.
MP PODERÁ RECORRER, PEDINDO AUMENTO DA PENA
“O Ministério Público ficou satisfeito com a decisão dos jurados “pois acolheram na íntegra o pedido de condenação dos réus, inclusive com o reconhecimento das qualificadoras contidas na denúncia”, como afirmou o Dr. Camilo Vargas Santana, acrescentando: “Ademais, tratou-se de um julgamento longo, tendo os jurados prestado um serviço relevante.”
“Porém – frisa o representante do MP – entendemos que a pena fixada pelo Juiz não reflete a gravidade do delito, eis que a vítima deixou uma filha menor e que, além disso, possuía apenas 21 anos de idade na data do crime. Assim, analisa possível recurso ao Tribunal de Justiça, especialmente para retirar atenuantes aplicadas pelo Juiz sentenciante.”
DEFESA
O Dr. Jean Severo, que já atuou em Júris famosos, como o Caso Bernardo, Caso Boate Kiss, dentre outros, avaliando o julgamento pouco antes do anúncio da sentença e já antevendo uma possível condenação dos réus, disse que esperava a retirada de duas qualificadoras para que fossem condenados por homicídio simples, cujas penas variam de seis a 20 anos. “Acho que se os jurados entenderem por esse caminho como homicídio simples, a cidade estará fazendo justiça e eu confio muito no Conselho de Sentença desta cidade.
Jean Severo também lembrou de júris famosos dos quais participou ao longo de sua carreira, como os dois casos já referidos nesta matéria, acrescentando:
Faço juris por todo o país, sendo sempre um prazer, mas ao mesmo tempo uma tristeza esse ambiente do Júri, mas é o que eu amo e que faço há 25 anos com afinco e dedicação.
A CARREIRA
O Dr. Jean Severo revelou no julgamento, ter sido uma criança pobre e que esteve, inclusive, no Pão dos Pobres em Porto Alegre. “É que temos que trazer os jurados para uma realidade por serem humanos e que julgam com o coração e confio muito neste julgamento humanitário dos jurados, completamente diferente da decisão do Juiz togado”, concluiu.
As duas condenações ficaram na média defendida pela defesa dos réus, quando, no desenrolar dos debates, começaram a prever que a tese de legítima defesa dos réus não seria aceita pelo corpo de jurados.

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