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Sindicatos apresentam suas propostas aos empregadores

Sindicatos apresentam suas propostas aos empregadores

No dia 28 de março, em reunião realizada na Câmara de Vereadores, os Sindicato dos Comerciários, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Calçadistas, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas apresentaram suas propostas relativas a pandemia do COVID-19.
Na ocasião, o advogado Dr. Júlio Sant’Anna usou a palavra para apresentar as propostas dos Sindicatos, oportunidade em que reiterou que “a questão do isolamento social tem a intenção de dar fôlego aos governantes para melhorarem a estrutura médico/hospitalar de atendimento à população ante a fácil propagação do vírus, sendo que tal questão é estritamente técnica da Organização Mundial da Saúde não cabendo encurtar esse período, sob pena de termos drásticas consequências.”
Os sindicatos dizem estarem cientes das graves consequências da situação econômica decorrente do isolamento, mas a vida é um bem maior. Todas as entidades estão à disposição dos empregadores para negociarem acordos coletivos de trabalho emergenciais com a flexibilização de alguns direitos, o que já ocorreu com algumas empresas, a exemplo da antecipação das férias coletivas.
Inobstante a isso, entendem os Sindicatos de Trabalhadores que estamos lidando com saúde pública e que são necessários alguns procedimentos de segurança para diminuir o risco de contágios. “Elencamos mais de vinte itens a serem seguidos, que não são somente a utilização de álcool em gel”, afirma o advogado para prosseguir: “Nossa cidade possui fábricas com 100, 200 e até 1.000 trabalhadores em uma mesma indústria o que torna um ambiente propício para a larga propagação do vírus. Nenhum empregador vai querer que seu estabelecimento seja um foco da doença. Marcações físicas de distância entre as pessoas, espaço mínimo de 2 metros entre trabalhadores, escalonamento do uso dos refeitórios, uso de máscaras e demais equipamento de proteção, etc., são algumas das reivindicações dos sindicatos em prol de toda a sociedade.”
Destaca Júlio Sant’Anna que “os sindicatos entendem que o retorno as atividades deve coincidir com a retomada do ensino público e creches, pois muitos trabalhadores não terão outra alternativa que não seja deixarem seus filhos com os avós.”
E salienta: “Em nossa cidade há uma diversidade industrial e comercial, sendo que nesse momento de crise é necessário a união de esforços. As indústrias de sapato e vestuário podem produzir jalecos, máscaras e outros equipamentos de proteção para os trabalhadores da saúde e a população, visto que é público e notório a ausência dos mesmos nos hospitais do país. Já as indústrias metalúrgicas têm plenas condições de produzirem camas e suportes para medicamentos e seus qualificados engenheiros mecânicos estudarem a possibilidade de fabricação de respiradores.”
Conclui afirmando que “estamos em busca de soluções para suportar a tempestade e sairmos daqui mais fortalecidos e unidos.”




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