Rótulos mais completos não evitam alimentação familiar inadequada | 2M Notícias

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Rótulos mais completos não evitam alimentação familiar inadequada

Rótulos mais completos não evitam alimentação familiar inadequada

Nos dias de hoje vive-se um paradoxo interessante no que diz respeito à alimentação familiar. Nunca os rótulos dos produtos foram tão completos e explicativos. E nunca as crianças foram tão mal alimentadas.

Se você se detiver diante da prateleira do Supermercado antes de pagar pelo que vai comer (ou dar para seus filhos comerem) ficará admirado com a riqueza dos rótulos nas embalagens. Valor calórico total, relação disso com uma dieta diária adequada, quanto aquilo tem de açúcar e de sal, quanta gordura, enfim, um conjunto de informações importantes ali, ao alcance da sua mão.

Para o médico pediatra, Silvano Marques, o correto seria olharmos atentamente os rótulos e só levar ao caixa as coisas realmente boas para nós, e para nossa família. No entanto, não é o que acontece. Ele destaca o bombardeio publicitário de uma enxurrada de produtos industrializados de péssima qualidade alimentar.

“Nossas crianças estão gordinhas – obesas – e deveríamos nos preocupar mais seriamente com isso. É impressionante o número de consultas onde o motivo é o clássico “ele não come nada”. Aí olhamos a criança em questão e, em grande parte dos casos, vemos um paciente acima do peso esperado. Gordinho, mas a mãe jura que ele não come nada”, revela Marques.

O caminho para entender isso passa por várias interpretações. As mães passam o dia fora no trabalho, escola, faculdade e quando reencontram o filho querem compensar a ausência com guloseimas. Outra estranha associação feita pelo médico pediatra é perceber mães magras, que pretendem que seus filhos lhes sejam o oposto. “Ora, o fruto não cairá longe do pé e é claro que mães “magricelas” gerarão filhos magros. Saudáveis, magros, ativos, só que enlouquecem suas mães. Ele não come nada”.

Danoninho é queijo

Hoje, a obesidade infantil transformou-se num problema sério de saúde. A preocupação não é com a estética, mas sim com a saúde e a criação de hábitos saudáveis desde a primeira infância. Nesta questão, o médico utiliza como exemplo um produto muito popular e utilizado pelas mães para alimentação dos bebês, porém nada recomendado, inclusive no próprio rótulo. “Para mim o caso mais intrigante é o do Danoninho. Nunca demos tanto Danoninho aos nossos bebês. Aí tento explicar à mãe que aquilo é QUEIJO, e que só deveria ser dado ao filho após um ano de idade. Ah, mas lá na minha rua todos os bebês comem Danoninho! Sim, bem grande lá no rótulo está escrito: – QUEIJO PÉTIT SOUISSE. Sim, Danoninho é queijo! E as mães continuam dando aos seus filhos. Devemos valorizar a qualidade dos rótulos existentes no mercado atual, cuidando para levar para dentro de nossas casas coisas mais saudáveis, mais arroz integral, mais frutas e verduras. Devemos estar atentos à epidemia de obesidade que acomete nossos filhos e usar todos os recursos disponíveis, atividades físicas, hábitos saudáveis. Devemos banir de nossas mesas o refrigerante que ali se instalou e que hipnotiza nossos filhos.  Bebês de colo pedem “coca”. E ganham! E, por favor, chega de dar Danoninho aos nossos bebês! Querem dar iogurte? Ótimo, super saudável. Mas dar Danoninho? Isso é quase uma traição!”, Silvano Marques – médico pediatra.



A Falcon5M foi criada em Porto Alegre para o Brasil todo a partir da união entre as empresas W5M Comunicação e Falcon Designer, ambas com ampla experiência de 6 anos no mercado.