Quatro mortos eram de Santo Antônio da Patrulha | 2M Notícias

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Quatro mortos eram de Santo Antônio da Patrulha

Quatro mortos eram de Santo Antônio da Patrulha

Cenas de pavor foram vividas pelos cerca de 40 passageiros que estavam no ônibus da Unesul que fazia a linha Porto Alegre-Tramandaí pela ERS-030 na tarde de terça-feira (6) quando o coletivo desgovernado e em excesso de velocidade tombou à direita da rodovia, na parada 117, em Glorinha, sendo arrastado por cerca de 50 metros e matando seis passageiros que viajavam junto à janela (dos seis mortos, quatro eram de SAP – Irmã Claudia, Carmem Geralda, Nair Silva e sua filha Priscila).

A maioria das pessoas ouvidas não têm dúvidas em atribuir o desastre ao excesso de velocidade, e policiais dizem que o motorista estava há mais de 100 km/h. Ele foi preso, levado à DP de Gravataí, onde foi ouvido, sendo indiciado por homicídio doloso.

Numerosas ambulâncias da região metropolitana, incluindo as de Santo Antônio e Osório, além de um helicóptero da Brigada Militar, foram mobilizados para o socorro às vítimas, além do trabalho do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Estadual e da Polícia Civil, cuja perícia esteve no local no final da tarde (comprovando que o ônibus estava em perfeitas condições).

 

Cinto de segurança

 

De todos os ocupantes do coletivo, apenas uma pessoa utilizava cinto de segurança: Irmã Blandina, que foi acompanhar Irmã Cláudia (Irmã Maria Christ). Uma das vítimas fatais, Irmã Claudia tinha ido a Porto Alegre fazer uma consulta.

“Estava no banco número quatro e já estava cansada de tanto me segurar no braço da poltrona em virtude da velocidade imprimida pelo motorista, senti que o ônibus iria capotar”, relatou à Folha Patrulhense irmã Blandina. Na curva, ela viu quando o coletivo ‘dançou’ três a quatro vezes antes de tombar. A religiosa sobrevivente havia terminado de rezar o quarto terço, hábito que ela sempre cultiva.

Ela relata que ficou presa ao cinto, sendo liberada por um motorista que entrou em seguida pelo para-brisa do ônibus acidentado. Ela se recusou a sair porque estava junto com a outra religiosa, que havia desaparecido do seu campo de visão. Quando viu, Irmã Cláudia estava embaixo do banco, sem um dos braços.

 

Pavor

 

Irmã Blandina assistiu a cenas de pavor. Pessoas gritavam “me soltem, me tirem daqui!”, conta ela, emocionada pelo quadro que presenciou.

Utilizando o cinto de segurança, ela dá um conselho: “leis foram feitas para serem obedecidas e nunca viajo sem antes utilizá-lo”. Quanto à Irmã Cláudia, ela acredita que ela estava sem o cinto porque estava comendo um lanche e provavelmente esqueceu de colocar.

Velada na Igreja Matriz da Cidade Alta, onde viveu a maior parte de sua vida religiosa, ela foi sepultada no jazigo das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, no cemitério da cidade.

Nair dos Santos Silva (69) estava acompanhada da filha Priscila (28), ambas vítimas fatais e moradoras de Santo Antônio.

 

Enfermeira

 

A enfermeira aposentada Carmem Maria Geralda dos Santos (57) havia ido fazer consulta no Hospital Ernesto Dornelles e queria chegar cedo porque trabalhava no Lar Geriátrico João Paulo II, em Santo Antônio. Na rodoviária de Porto Alegre, viu que o ônibus direto sairia às duas horas. Preferiu o pinga-pinga do meio dia.

 

Os seis mortos

 

Carmem Maria Geralda dos Santos, 57 anos (Santo Antônio da Patrulha)

Irma Maria Christ (irmã Claudia), 81 anos (Santo Antônio da Patrulha)

João Batista Santos Almeida, 50 anos (natural de Alegrete, sepultado em Gravataí)

Priscila Silva Barbosa, 28 anos (Santo Antônio da Patrulha)

Nair dos Santos Silva, 69 anos (Santo Antônio da Patrulha)

Teresinha Antonia Augustin, 52 anos (sepultada em Gravataí)

 

Feridos

 

Hospital Dom João Becker, em Gravataí:
– Adriane Rodrigues Martins
– Alice Teresinha Rodrigues
– Amélia Nunes dos Santos
– Antonio Guilard
– Balves dos Santos da Rosa
– Ceni dos Santos Everhardt
– Cláudio Martins dos Santos
– Débora Prates de Freitas
– Fernanda dos Santos Hessler
– Gislaine Gomes Pinto
– Gloria Honorina Maciel
– Janaina da Silva Rodrigues
– João Flavio S. dos Santos
– Lucia Eliane R. de Souza
– Luis Claudio S. de Carvalho
– Luis Felipe
– Maria de Matos Vargas
– Marta Antônia da Silva
– Matilde Prates Sarmento
– Paulo S. Cagliari Ramos
– Tainá Cardoso de Souza
– Telmo Hessler
– Teo de Freitas Silva
– Vera Lucia Prates Freitas
– Vera Regina Soares

Hospital Getulio Vargas, em Sapucaia do Sul
– Marivane da Silva Pereira
– Vera Lucia Lingner

Hospital Cristo Redentor, Porto Alegre
– Mulher não identificada

Hospital de Pronto Socorro, de Canoas
– Fernanda Mondiger da Silva
– Zaida Maria Alves Barbosa

Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre
– João Manoel Gonçalves, 1 ano – Estado regular
– Matheus Rodrigues Ghilardi, 17 anos – Estado grave, na UTI do HPS
– Ivania Machado, de 58 anos – Estado grave



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