Psiquiatra fala sobre depressão e tendências ao suicídio | 2M Notícias

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Psiquiatra fala sobre depressão e tendências ao suicídio

Psiquiatra fala sobre depressão e tendências ao suicídio

Setembro é o mês em que se fala de uma forma mais intensa sobre a necessidade de valorização da vida. Instituído em 2015, o Setembro Amarelo tem como finalidade falar mais sobre essa doença psíquica que termina, muitas vezes, com a decisão da pessoa doente em pôr um termo à sua vida, por entender que nada mais vale a pena e que o que acontece com ela não tem mais solução.
O psiquiatra Alberto Ivo Ferreira Soares Filho, que presta seus serviços no Hospital Santo Antônio da Patrulha da Santa Casa de Misericórdia, frisa que este é um tema muito importante para ser abordado, por se tratar de uma doença que acomete muito a população. “Hoje, no mundo, 800 mil pessoas morrem por ano devido a este mal”, explica. E, a cada pessoa morta, existem vinte tentativas de suicídio. Por isso, este é um assunto muito sério.
Entende o médico que se deve falar sobre o problema, não de forma sensacionalista, mas de maneira séria para poder ajudar a esclarecer uma situação que existe, muitas vezes levada de forma mais negligenciada. “Uma pessoa chegar ao ponto de querer cometer suicídio e estar pensando sobre isso, é porque chegou a uma situação como se esse gesto fosse a única saída do seu sofrimento”, afirma Alberto Soares Filho. Explica o psiquiatra que muitas vezes essa atitude da pessoa mentalmente doente, faz parte de um quadro depressivo, havendo a depressão unipolar e a bipolar, porém, existem outras patologias da mente que geram o aparecimento da ação suicida. Adianta aquele profissional que pessoas com esquizofrenia, podem estar em um sofrimento mental muito grande e acabam cometendo um ato irreparável.
Alerta o médico que pessoas que possuem esse tipo de histórico de tentativas ou consumação do suicídio na família devem receber mais atenção, porque se trata de um grande sinal de alerta. Familiares e amigos precisam estar atentos quando observarem sinais de que a pessoa começa a ficar triste, pra baixo e dizer que a vida não vale mais a pena.
O diálogo é fundamental para um primeiro momento, mas a ajuda de um psiquiatra é muito importante para que seja feito um acompanhamento clínico dessa pessoa. Quando ela começar a falar em suicídio, sobre formas de como cometer esse ato, deve ser levada imediatamente a uma emergência que poderá ser a solução mais acertada a ser tomada. E nesses casos, procurar estar sempre ao lado da pessoa 24 horas por dia, seja acompanhando-a ao banheiro, dormindo ao lado dela, retirando objetos perfurantes de sua vista e, fundamentalmente, não a deixando sozinha. Realizar tratamento com profissional capacitado irá melhorar o sofrimento mental dessa pessoa, que passará a ver a vida de uma forma mais serena.