Produtores de pescado se dizem vítima da inoperância do Executivo | 2M Notícias

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Produtores de pescado se dizem vítima da inoperância do Executivo

Produtores de pescado se dizem vítima da inoperância do Executivo

A falta de licenciamento ambiental e de vistoria da vigilância sanitária são os principais impedimentos para o funcionamento da Unidade de Filetamento de Pescado de Santo Antônio da Patrulha. A afirmação feita pelo presidente da Associação de Piscicultores e Agropecuários do Rio Grande do Sul (APIA/RS), José Tadeu Dias Peixoto, na manhã desta terça-feira (21), abre mais um capítulo no episódio envolvendo o empreendimento, construído há mais de dez anos.

Até o momento já foram investidos no local aproximadamente R$ 319 mil. Grande parte do recurso é proveniente de projeto do Ministério do Desenvolvimento Social, com contrapartida da Prefeitura. Apesar de toda infraestrutura, a Unidade nunca produziu um filé de pescado. Porém, segundo Peixoto, não por falta de interesse da APIA/RS.

Criada para gerenciar a fábrica em 2010, agregando os municípios de Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Capivari do Sul, Alvorada e Viamão, a Associação buscou alternativas para desenvolver as suas atividades e manter a produção de peixe. Mesmo com mercado garantido, especialmente em Santa Catarina, ele afirma que se a Unidade estivesse em atividade, agregaria mais valor ao produto.

“Não faltaram esforços por parte dos associados para tentar gerenciar o espaço, inclusive apresentamos um levantamento, solicitado pelo prefeito Paulo Bier, em 2013, para finalização do processo da Unidade, a fim de consolidar a obtenção do licenciamento junto a Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal-Cispoa”, relatou.

Apesar de ter em mãos o relatório contendo os itens e valores, somando na época R$ 14.400,00 mil, além da estimativa de produção de pescado, reunindo 15 produtores patrulhenses, a Administração não promoveu as melhorias. “Na ocasião, recebemos do secretário de agricultura, Dirceu Machado, a promessa da conclusão da obra até o final daquele ano. Se isso tivesse acontecido, hoje certamente o local estaria em plena execução”.

Nem a resolução da Secretaria do Meio Ambiente do Estado, repassando para o município a responsabilidade de fiscalizar e emitir licenciamentos ambientais mudou o andamento do processo. “A verdade é que não há interesse por parte da Prefeitura em investir no local e beneficiar a cadeia produtiva do pescado”, lamentou Peixoto. Ele esteve acompanhado na redação da Folha Patrulhense pelo ex-presidente, José Leandro Rosa de Meneses, que referendou todas as afirmativas.

 

Gabriela Gomes



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