Presidente do STR avalia efeitos da seca | 2M Notícias

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Presidente do STR avalia efeitos da seca

Presidente do STR avalia efeitos da seca

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio da Patrulha, José Samuel da Silva Santos, conversou com a reportagem avaliando os efeitos da seca na pequena propriedade.
FOLHA PATRULHENSE: Qual o efeito da estiagem junto ao pequeno produtor?
SAMUEL SANTOS: As grandes perdas para o nosso agricultor aqui no município são nas áreas das hortaliças e grãos. A pecuária familiar também acaba sendo afetada principalmente para a água que é fornecida aos animais, especialmente nas áreas de morro, onde com a seca há uma escassez de água e dificuldade na perfuração de açudes.
Para a grande maioria dos agricultores, inclusive os que financiam suas lavouras, embora tendo o seguro agrícola, acabam ficando descapitalizados principalmente nas culturas de ciclo mais longo, onde há apenas uma safra ou duas no ano. Caso do feijão, milho, frutíferas, etc.
FOLHA: Existem perdas em virtude da seca?
SAMUEL: Além das perdas de produção e descapitalização do agricultor, já citadas, os consumidores sentirão na qualidade e no preço dos produtos um aumento significativo. A curto prazo hortaliças e frutas terão impacto, e a médio e longo prazo os impactos serão sentidos principalmente nas carnes, pois a base alimentar estão no milho e na soja, duas produções bastante afetadas pela seca no estado.
FOLHA: Qual o trabalho que o STR desenvolve nesse sentido (caso existam perdas), para diminuir os prejuízos do pequeno agricultor?
SAMUEL: O Sindicato junto a FETAGRS (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio Grande do Sul) vem atuando nas negociações junto aos governos para liberação de máquinas que ajudem na perfuração de poços e açudes de forma emergencial. Também negocia e pressiona para liberação de recursos suplementares para que os agricultores e agricultoras possam minimizar os impactos da seca.
FOLHA: Outras considerações?
SAMUEL: Importante ressaltar que esta semana o Banco do Brasil anunciou o fim dos recursos para o Pronaf Mais Alimentos. O que já estava difícil com a seca, tende a piorar, com o fim destes recursos. Estamos monitorando junto a FETAG, onde já estão sendo organizadas mobilizações, caso não sejam liberados mais recursos e medidas que ajudem na superação das perdas com a seca.