População sofre com os muitos problemas do hospital | 2M Notícias

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População sofre com os muitos problemas do hospital

População sofre com os muitos problemas do hospital

 

 

Ex-prefeito Zezo critica o que está acontecendo

Hospital 2

Com uma Casa de Saúde, na opinião de muitas pessoas ouvidas, correndo o risco de fechar suas portas, é urgente uma definição quanto ao seu novo grupo gestor.

Em princípio, seria para esta semana a solução, conforme afirmou recentemente o prefeito Paulo Bier, já que o prazo estipulado se esgotou terça-feira (07). Nesta edição, o prefeito vai falar sobre o que está acontecendo.

Nas redes sociais, um dos principais críticos da administração atual do município é o ex-prefeito, José Francisco Ferreira da Luz.

“Minha principal preocupação não é a crítica pela crítica, mas encontrar uma saída urgente para o Hospital e para a população”, disse o político.

Em seu Facebook, Zezo critica o que está acontecendo afirmando que “infelizmente por arrogância ou falta de programação, o nosso hospital foi para as “Cucuias”. A falta que o Centro Oftalmológico está fazendo é irreparável. Uma cirurgia de catarata, que era feita pelo SUS de graça, hoje custa R$ 5.000,00. Os exames de sangue tem que ser pagos pelos usuários. Uma mulher patrulhense tem que ganhar seu filho em outra cidade. Vamos parar de proteger o “doutorzinho” e fazer ele trabalhar como prefeito. Foi o tempo do Dr. Alvarez. Quero um hospital moderno, como  tínhamos. Chega! Ainda dá tempo.”

O ex-prefeito critica a saída do Grupo Mãe de Deus afirmando que, ao contrário do que o Prefeito Paulo Bier afirma, que a instituição foi embora, o que aconteceu foi que isso ocorreu porque a prefeitura teria que repassar mais cem mil reais por mês ao hospital. “A ala psiquiátrica está fechada, o bloco cirúrgico também e o laboratório está com portas fechadas. E, além disso, em torno de trinta nascimentos mensais acontecem, mas com as mães tendo que ganhar seus filhos em outros municípios”.

Para Zezo, o que ocorre é que a prefeitura leva funcionários para trabalhar no hospital, mas a solução definitiva ainda não aconteceu.

 

IPE

 

Outro problema que preocupa Zezo é o relacionado com o IPE dos servidores municipais de Santo Antônio.

“A preocupação dos servidores é perder o IPE, e, segundo informações, o prefeito não quer pagar uma diferença (que é constitucional, dividir), cuja soma é de, aproximadamente, R$ 45.000,00 ao mês, a parte da prefeitura, e outros R$ 45.000,00, dos servidores que concordam em pagar o aumento para não perder o benefício. Porém, a prefeitura não concorda”. O ex-prefeito explica a mecânica dos números: R$ 45.000,00 dividido por 800 servidores totaliza R$ 56,25 por servidor/mês. “Absurdo dizer que isso vai impactar as finanças. Sugestão: me informaram de fonte segura, e com provas, de que 03 (três) servidores receberam, neste mês, R$ 15.000,00 de horas extras! Isso sim é impactante na folha, na Lei Camata dos 54% de gastos com pessoal. Absurdo! está  pior do que ir de carro a São Paulo. Por favor, Administração, pague o IPE dos servidores porque, se isso não ocorrer, o prejuízo para as famílias deles é incalculável”, finaliza Zezo.

 

 

Prefeito diz que a solução para o hospital ainda não surgiu

 

Para agravar mais a situação, ainda não chegou a hora da definição sobre o novo grupo gestor. O que antes parecia uma solução iminente, agora ficou um pouco mais para frente. Conforme o prefeito, reuniões têm sido feitas sobre a difícil situação do Hospital Santo Antônio quase que de dois em dois dias.

Paulo Bier afirma que esta semana o Estado voltou a se posicionar sobre o assunto. Mas, a proposta mais definitiva ficou aquém do esperado o que, conforme o prefeito, deixou os pretendentes mais preocupados em assumir uma posição. “Mas uma coisa quero deixar bem claro: o Decreto de Emergência do Hospital é por noventa dias, vigente desde o dia sete de janeiro, ou até a assinatura de um novo contrato”, frisou Bier. Com muitas esperanças, o prefeito acredita que, “como o Estado tem se disposto a conversar seguidamente conosco, uma coisa está clara: já que o Estado é parceiro da negociação, não será ele que adotará medidas em relação ao Hospital. Portanto, não existe risco”.

O que ele quis dizer é que o temor de muita gente, de que ocorra o fechamento do hospital, não deve ocorrer.

Por enquanto, só casos mais simples estão sendo atendidos porque continuam fechados o bloco cirúrgico, a Oftalmologia e a Psiquiatria. “E sem o bloco cirúrgico não tem como funcionar a Obstetrícia”, esclareceu o prefeito.

 

IPE

 

Sobre a situação do IPE, a Prefeitura de Santo Antônio, a exemplo de outras no Rio Grande do Sul, entrou na Justiça contra o aumento da alíquota. “Estamos aguardando que o Instituto de Previdência do Estado faça as modificações que pretende no plano de assistência”, afirmou Bier. Mas, enquanto isso, como existe determinação da Justiça, os funcionários municipais continuarão vinculados ao IPE.

 

TEXTO/FOTOS: Hermógenes Silveira

 



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