Patrulhense morando na França fala sobre aumento da pandemia e atentados | 2M Notícias

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Patrulhense morando na França fala sobre aumento da pandemia e atentados

Patrulhense morando na França fala sobre aumento da pandemia e atentados

Nossa patrulhense que mora em Paris, Bruna Migliavacca, gentilmente à nosso pedido informa sobre situação da pandemia na França e sobre o atentado que abalou o mundo.
FOLHA PATRULHENSE: Como está a situação na França em virtude da nova onda do Covid-19?
BRUNA MIGLIAVACCA: Após termos vivido um verão quase “normal”, os casos de Covid-19 começaram a aumentar muito no mês de outubro. A primeira medida tomada pelo governo foi fechar os bares e instaurar o toque de recolher a partir das 21 horas. Essa decisão durou menos de duas semanas, pois as entradas nos hospitais continuavam a aumentar. Desde sexta-feira passada (30/10), a França inteira voltou ao confinamento, ou seja, saídas de casa só são permitidas com atestação, de no máximo uma hora e no diâmetro de 1 km da residência. Diferentemente de março, desta vez, as crianças são autorizadas a irem à escola, que estão funcionando normalmente e as pessoas que precisam estar no local de trabalho para exercerem atividades como construção civil ou serviço público também podem ir até o trabalho. A estratégia é que dessa vez a economia não seja tão impactada, mesmo se apenas os comércios de primeira necessidade podem continuar abertos. Por enquanto, o lockdown é previsto por quatro semanas e a grande esperança do governo é salvar o Natal em família.
FOLHA: Bruna, os atentados da semana passada em Nice e que vitimaram três pessoas, uma das quais, uma baiana radicada há 30 anos na França, abalaram o mundo e, ao que tudo indica, foram praticados por um homem com forte motivações de natureza islâmica. Como os estrangeiros e o povo francês estão encarando mais essa tragédia?
BRUNA: Nos últimos anos a França tem sido vítima de muitos ataques terroristas em consequência da sua política internacional. Em novembro de 2015 os atentados do Bataclan e das ruas de Paris foram um marco para o país e por causa deste evento muitas políticas antiterroristas foram instauradas. Desde então existe a operação Vigiparate que consiste em aumentar a vigilância em todos os lugares públicos com o exército na rua e revista de pessoas para entrada em lugares públicos. Infelizmente todas essas medidas não são suficientes para conter esses atos de terror. Nos últimos dois meses ocorreu um atentado na antiga sede do jornal Charlie Hebdo, algumas semanas depois um professor foi assasinado na periferia de Paris por ter um discurso pró-liberdade de expressão e na semana passada o atentado na igreja de Nice, onde uma das vítimas é brasileira. Todos estes atos são tratados seriamente pelo governo e com muito respeito e consternação da parte da população. Com o segundo lockdown e uma série de atentados, 2020 tem sido difícil para o povo francês.