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Patrulhense é modelo e reside no México

Patrulhense é modelo e reside no México

Residindo hoje no México, o patrulhense Henrique Oliveira, o Hike, é modelo internacional já tendo passado por diversos países. Ele é o nosso entrevistado desta semana e nos relata um pouco do que é viver em outros países e conseguir vencer na sua atividade profissional.
FOLHA PATRULHENSE: O que te motivou a ir morar fora do Brasil?
HENRIQUE OLIVEIRA: Minha primeira viagem para fora do Brasil era para ser só três meses, durante as férias da faculdade. Saí para fazer uma temporada de Modelo na Cidade do Cabo, África do Sul. Porém, acabei gostando e fiquei um ano fora, viajando por países da Ásia, também trabalhando como modelo. A princípio o que me motivou a sair do Brasil era a vontade de viajar, conhecer outros países. Até porque no início não levava muita fé que essa, poderia ser a minha profissão. Depois desse ano fora, voltei para Santo Antônio já com uma maneira diferente de ver a vida e as oportunidades que ela nos pode dar.
Recebi uma proposta de trabalho no México como modelo, e decidi vir para modelar e também estudar, já que a língua também ajudava. Prestei vestibular no México, passei, e transferi minhas cadeiras que tinha feito no Brasil (2 anos e meio na UFRGS) para o México. Foi então que comecei a criar raízes aqui.
FOLHA: Há quanto tempo estás no exterior?
HIKE: Minha primeira viagem foi em janeiro de 2009, então estou completando quase 12 anos fora, sendo a maior parte do tempo vividos aqui na Cidade do México.
FOLHA: Tua profissão certamente exige muito de ti. Como tem sido essa maratona de desfiles pelo mundo? E a propósito, em quais países já estiveste até agora?
HIKE: Muita gente acha que a vida de modelo é tranquila, só gente bonita, glamour, etc. Porém, é muito difícil dar a cara pra bater, ir morar fora, longe da família. Quando comecei lá em 2009 a tecnologia não era como hoje, com celular na mão e poder conversar com a famílía a qualquer hora. Não existia WhatsApp, a comunicação era muito mais complicada, muitas vezes utilizando o extinto orelhão com chamadas internacionais. Fora a saudade, a pressão é grande, a concorrência é grande. Recebemos muitos “não”, e a profissão de modelo não tem hora, não tem lugar. Temos que estar prontos e preparados sempre porque nunca sabemos quando vai rolar aquela campanha forte, aquele trabalho tão esperado.
De países que já trabalhei e visitei já são mais de 15, entre eles Estados Unidos, África do Sul, China, Colômbia, Tailândia. Ainda não conheço Europa, espero poder ir logo.
FOLHA: Como tem sido a adaptação por onde passas?
HIKE: Sempre me adaptei muito rápido aos lugares onde morei. O mais difícil foi no começo por causa da língua. Quando saí do Brasil a primeira vez mal falava inglês. Lembro que peguei o dicionário e fiz uma lista dos principais verbos em inglês e exemplos de 2-3 frases com cada verbo e assim fui me virando. Mas depois que você aprende a se comunicar tudo fica mais fácil. O maior choque cultural com certeza foi na China, foi tudo muito intenso nesse país e com certeza virou um dos meus favoritos.
FOLHA: Atualmente resides no México. Como é a receptividade do mexicano ao brasileiro?
HIKE: Eu acho que não existe maior ligação entre dois países do que Brasil e México. O mexicano adora os brasileiros e vice-versa, eles também possuem essa alma fraterna e receptiva do brasileiro. Acho que desde a Copa de 1970, onde o Brasil foi campeão aqui, eles têm esse respeito e idolatria para com o nosso país. Brasileiros são muito bem vindos aqui.
FOLHA: E quanto à pandemia. Como tem sido essa situação aí no México?
HIKE: A situação aqui tem sido muito parecida com a do Brasil. Eu estava na África do Sul fazendo uma temporada de modelo quando a pandemia chegou e só consegui sair de lá em voo de repatriação. Fiquei no Brasil entre abril e julho. Assim que regressaram os voos para o México voltei, até porque tenho todas minhas coisas aqui. A situação nos dois países é bem similar, não só em relação ao Covid-19 mas também cultural, política, econômica, etc.
FOLHA: O povo obedece às determinações governamentais?
HIKE: Sobre obediência, sinto que o mexicano respeita mais as recomendações do governo. Tenho visto no Brasil praias lotadas em feriados, notícias de aglomeração, até por conta das eleições. Aqui o mexicano de modo geral tem se cuidado mais. Todo o comércio, mercados, etc, tem uma pessoa na porta medindo temperatura e obrigando a passar álcool em gel antes de entrar no estabelecimento.
FOLHA: O que mais gostarias de acrescentar?
HIKE: Por fim, gostaria de mandar um abraço para todo o povo patrulhense, tenho imenso orgulho de ter nascido e me criado nesta terra. Apesar de conhecer muitos lugares por todo o mundo, ainda segue sendo meu lugar favorito e sempre tenho maior satisfação quando volto de visita, revejo meus amigos e a família e relembramos as histórias. Espero em alguns anos voltar e criar os meus filhos assim como fui criado.