Operação Faraó desmantela pirâmide financeira | 2M Notícias

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Operação Faraó desmantela pirâmide financeira

Operação Faraó desmantela pirâmide financeira

A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Três Coroas, com apoio das DPs de Santo Antônio, Igrejinha, Gramado, Canela, Taquara e Rolante, realizou a chamada operação “Faraó”, que culminou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e prisão preventiva, em diligências realizadas em cinco diferentes cidades, desmantelando uma pirâmide financeira que prejudicou numerosas pessoas. Conforme o delegado Valdernei Tonete, em Santo Antônio houve apenas cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Segundo informou o Delegado de Polícia Ivanir Luiz Moschen Caliari, responsável pela DP de Três Coroas e autoridade que presidiu as investigações, e o Delegado Heliomar Franco, Delegado Regional de Gramado, a operação foi desencadeada em combate a crimes de estelionato praticados por organização criminosa destinada à compra de imóveis envolvendo valores em dinheiro alcançados pelas vítimas com a promessa de repasse de lucro decorrentes de negociação futura, quantias que após um determinado período não eram mais devolvidas, pois a compra e venda dos imóveis nunca existiu. O Delegado Caliari referiu que os criminosos alegavam possuir estreita relação com uma grande empresa de consórcios do estado, chegando a pagar “atores” para se fazerem passar por funcionários de tais empresas no intuito de ludibriar os investidores, sempre atraídos com promessa de lucro elevado que seria dividido em um segundo momento. Em alguns casos, as vítimas recebiam nas duas ou três primeiras transações valores decorrentes das negociações alegadas, mas após depositarem confiança nos fraudadores, acabavam reinvestindo o lucro anterior e mais dinheiro nas operações seguintes, quando então não mais recebiam de volta seus investimentos. Acredita-se que mais de cem vítimas tenham caído no golpe em todo o Vale do Paranhana, ocasionando obtenção de vantagem indevida que atingiu mais de vinte e cinco milhões de reais. Ao longo das investigações, a Polícia Civil identificou 15 suspeitos de participarem do grupo criminoso, tendo sido possível apontar veículos, 34 imóveis e 30 avaliados juntos em mais de dez milhões de reais, patrimônio possivelmente adquirido pelos investigados com o dinheiro obtido ilicitamente, bens os quais passam agora a disposição da justiça, como o de um imóvel em um sítio no interior de Taquara, avaliado em cerca de 3 milhões de reais, que possui, inclusive, acesso pavimentado, enquanto a maioria das estradas da região são de chão batido. Um morador da região disse a um repórter do Jornal NH que há pouco mais de dois anos, ali havia somente criação de gado. Além de valores em dinheiro, foram apreendidos durante as diligências tablets, aparelhos celulares, notebooks e diversos documentos de compra e venda patrimonial, tendo sido realizado também o cumprimento de mandado de prisão preventiva, destinado a um dos principais articuladores dos crimes investigados, homem de 32 anos de idade que foi preso em Porto Alegre. As diligências contaram com a participação de 30 Policiais Civis e foram realizadas nas cidades de Porto Alegre, Taquara, Rolante, Igrejinha e Santo Antônio da Patrulha. Os investigados respondem a Inquérito Policial instaurado pelas práticas de crime organizado, estelionato e lavagem de dinheiro.




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