Obras na igreja matriz devem se prolongar por mais dois anos | 2M Notícias

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Obras na igreja matriz devem se prolongar por mais dois anos

Obras na igreja matriz devem se prolongar por mais dois anos

Igreja Matriz 1 Igreja Matriz 2 Igreja Matriz 3

A restauração da igreja matriz, com projeto dos arquitetos e urbanistas Alencar Massulo e Teisla Klein, proprietários do Escritório Paralelo 36, localizado na Av. Cel. Victor Villa Verde, 36, deverá ainda se prolongar por mais dois anos. Isso porque, a possibilidade de uma emenda de autoria do deputado federal Renato Molling para a restauração do telhado e encaminhado na administração de Lula, terminou sendo engavetada no começo de 2010, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, sob a alegação de falta de documentação. Porém, tanto o Pe. Ozeias, como o Arquiteto afirmam que tudo o que foi solicitado foi entregue em tempo hábil, tendo até na época, sido elogiado pela eficiência e rapidez na entrega da documentação. Outra hipótese, é de que o próprio Molling, autor da iniciativa, já que existe um limite de destinação de recursos para cada parlamentar.
Com isso, a Paróquia teve que executar a obra com recursos próprios. Os trâmites para a restauração começaram em 2009, ao tempo do Pároco Pe. Daniel Schwanck, sendo que, quando o Pe. Vilson Schafer era Pároco, a restauração teve início. O tradicional templo católico tem 170 anos de existência, desde o lançamento da pedra fundamental e começo da construção em 1847.

O QUE ESTÁ SENDO FEITO
No interior da igreja, em alguns pontos a parede ficará a descoberto para que a comunidade possa conhecer como foi a construção na época, desde os alicerces. “Existem ali blocos de 3 metros de comprimento, e paredes com até 2,40m de largura”, revela Alencar. Esses locais onde as paredes ficarão a descoberto, servirão para que parte da umidade da parede possa evaporar; enquanto que, no piso, uma canaleta junto ao rodapé, ligada a um sistema de drenagem que leva para a parte exterior da igreja, auxilia na retirada da umidade da fundação. “O que vai ser mais caro é o piso de ladrilho hidráulico”, conta o Arquiteto, para adiantar que existe somente uma fábrica que produz esse tipo de material e que se localiza em Pelotas. Com cerca de 500 metros quadrados, Massulo calcula que, pelo menos a metade está preservada. O restante será substituído. Na atualidade, o piso original está com cobertura emborrachada e colada e que, quando for feita a restauração definitiva, será retirado.
Atualmente está sendo feita a manutenção da escadaria do templo religioso, que já começava a apresentar problemas. A título de curiosidade: toda a construção ficava em um morro que, com o tempo, foi sendo cortado para localizar apenas a igreja e a escadaria.
O forro, antes de isopor, teve que ser trocado por gesso, por uma exigência do Corpo de Bombeiros em virtude da alteração da legislação e também para dar mais segurança aos fiéis.
A obra, caso não apresentasse interrupções, demoraria ainda cerca de dois anos, conforme cálculos do Arquiteto Alencar Massulo de Oliveira, que com a Arquiteta Teisla Klein, são os responsáveis pelo projeto daquele tradicional templo católico.

SALÃO EM RUÍNAS
Por sua vez o velho Salão Paroquial da Cidade Alta, datado de 1930 e cujo telhado, pela ação do tempo, desabou, deverá ser reconstruído. No entanto, isso só vai acontecer após a conclusão do processo de restauração da Igreja Matriz. Conforme o pároco, Pe. Ozeias Vieira, o projeto prevê a implantação de vários setores como secretaria paroquial, salas de catequese, um amplo auditório, espaço para festas e um setor que sediará um pequeno Museu de Arte Sacra, que deverá ter a coordenação do historiador Jaime Nestor Müller. A velha construção, atualmente em ruínas, deverá ser totalmente demolida para que seja reconstruído um novo e amplo espaço. Conforme Alencar, a estrutura atual está totalmente comprometida em virtude do desabamento do telhado e de parte das paredes.
O ex-prefeito Paulo Bier chegou a sugerir ao pároco que, ao invés de restauração da construção, fosse erguida uma estátua de dez metros de altura, do padroeiro. “Mas como já temos uma imagem gigante de Santo Antônio no Parque da Guarda, julgamos mais viável restaurar todo o prédio atual”, afirma Ozeias.
Por isso, para que todo o projeto seja executado, é fundamental que a comunidade continue dando seu indispensável apoio, como tem sido feito até agora. Oportuno lembrar que a Igreja Matriz e seu entorno, afora o Salão Paroquial antigo, foram tombados pelo Patrimônio Histórico.



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