NOVEMBRO AZUL: Como está a sua próstata? | 2M Notícias

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NOVEMBRO AZUL: Como está a sua próstata?

NOVEMBRO AZUL: Como está a sua próstata?

Este mês, tradicionalmente, a Medicina dedica-se aos cuidados no que se refere à próstata e os exames para ver como ela se encontra. Por isso, o dr. Raul Goulart de Andrade, urologista, que atende no Hospital Santo Antônio da Patrulha da Santa Casa de Misericórdia, conversa com você para orientá-lo a ter os necessários cuidados com a próstata. “Este é um assunto em que procuramos conscientizar os homens, ainda mais neste período delicado em função da pandemia, em que eles deixam de realizar seus exames de rotina e é quando um câncer de próstata pode surgir e ser diagnosticado de forma tardia”, afirma o médico acrescentando que “o correto é fazer um rastreio desta doença porque, depois do câncer de pele, trata-se de um dos tumores malignos mais comuns no homem, representando cerca de dez por cento dos cânceres diagnosticados e por isso, a importância na investigação precoce”.
PRECONCEITO
O urologista explica que muitas vezes o homem chega no consultório dizendo que já fizeram o exame de sangue e que não precisam fazer mais nada. “Mas infelizmente não é assim, porque o rastreio correto do exame da próstata é feito com o PSA, que se trata de um exame de sangue simples, mas que deve ser complementado com o exame de toque retal.
“E é quando vamos procurar apurar o diagnóstico correto dessa doença”, afirma o dr. Raul Andrade, alertando ainda que o paciente que possui histórico familiar, tanto de câncer de próstata, como de mama, deve começar esses exames quando o homem chegar aos 45 anos de idade. E os que não tem esse histórico, podem começar a partir dos 50 anos.
FATORES
Os principais sinais de que podem indicar o risco de surgimento do câncer de próstata é a obesidade e pacientes da raça negra, porque essa doença é mais comum em homens negros do que nos das demais raças. Explica o urologista que há um grande componente hereditário e por isso, esses pacientes geralmente estão associados com o gene BRCA 1 e BRCA 2. Esse gene é responsável, tanto pelo câncer de mama, como o de próstata. Quando existe esse histórico familiar, acende o farol amarelo e esses pacientes precisam ficar mais atentos. E por isso quando o histórico indica familiares de primeiro grau, aumenta ainda mais o risco.
SINTOMAS
Explica o médico a importância do rastreamento, porque o câncer de próstata, no início, não apresenta sintomas. Eles só vão surgir quando existe um acometimento metastático. O paciente com uma doença inicial não apresenta sintomas. Por isso, é importante, tanto o exame do PSA como o de toque, que é o exame de rastreio propriamente dito. Quando o paciente apresenta sintomas como dores relacionadas ou dificuldades para urinar, sangue na urina ou no esperma, significa que 95 por cento dos pacientes já estão num grau avançado e para tanto, é importante o homem procurar atendimento médico.
PROCEDIMENTO
Conforme a Sociedade Brasileira de Urologia, o exame da próstata deve ser feito anualmente por ser um dos tumores mais frequentes, sendo que 25 por cento desse tipo de câncer, acaba provocando a morte devido à doença. Mas os pacientes diagnosticados precocemente, ou seja, no estágio inicial da doença, têm 90 por cento de chances de cura.
Nos casos de biópsia ser positiva, em primeiro lugar é feita a biópsia e se ela indicar a existência da doença, deve ser feito um exame para ver se o paciente pode, ou não, ser submetido a tratamento cirúrgico e se isso for possível, existem duas opções: a radioterapia e a cirurgia radical, quando é retirada toda a próstata e as vesículas seminais. Nesse caso, o PSA tem que ficar zerado e o médico faz acompanhamento de três em três meses. Após, passa a ser de seis em seis e, se o PSA continuar zerado, é um bom indicativo de que está sob controle. Na radioterapia, se trata de opção para alguns casos, mas o PSA não ficará zerado, porque a próstata não será retirada. Ela precisa estar num nível baixo e deverá haver acompanhamento do paciente. Para ambas as possibilidades, a opção deverá ser em conjunto entre o urologista, o paciente e seus familiares.
IMPOTÊNCIA
O homem sempre teme pela impotência em caso de cirurgia. Explica o dr. Raul Goulart de Andrade que, para tanto, deve ser feita uma avaliação médica. Se o paciente tinha uma boa ereção antes da cirurgia, a chance é alta. Mas, aproximadamente vinte por cento dos pacientes, depois da cirurgia radical, apresenta alguma deficiência que pode ser controlada, tanto com medicamentos, como através de uma cirurgia posterior, o que, contudo, só poderá ocorrer após um ano do procedimento cirúrgico de extração da próstata. Para saber como está o desempenho de sua próstata, a recomendação do dr. Raul é que o paciente procure de um urologista de confiança para ser orientado a respeito.
Finalizando, destaca o médico que nestes momentos delicados de pandemia da Covid-19, a Santa Casa de Misericórdia está com todos os cuidados no sentido de que os pacientes continuem consultando seus médicos e realizando os exames de diagnóstico precoce, porque neste ano houve uma diminuição acentuada nesse procedimento para verificar possíveis doenças.
Nesse sábado (07), será o Dia D do câncer de próstata. Os exames serão no ambulatório do Hospital Santo Antônio da Patrulha da Santa Casa de Misericórdia pela manhã e interessados devem ligar antes, para 3662-7600 para marcação da consulta.