MORTE DE ADOLESCENTE NA FREEWAY: PRF conclui sindicância sobre responsabilidade de três agentes na ocorrência | 2M Notícias

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MORTE DE ADOLESCENTE NA FREEWAY: PRF conclui sindicância sobre responsabilidade de três agentes na ocorrência

MORTE DE ADOLESCENTE NA FREEWAY: PRF conclui sindicância sobre responsabilidade de três agentes na ocorrência

A Polícia Rodoviária Federal anunciou a conclusão de investigação interna para apurar a responsabilidade de três agentes durante atendimento a acidente de trânsito ocorrido na Freeway no dia 3 de março do ano passado, quando um médico teria abalroado uma moto, causando a morte de uma adolescente que era natural de Tramandaí e que viajava de carona com um parente.
Os policiais rodoviários federais demoraram 85 horas para registrar a ocorrência na Delegacia de Polícia de Santo Antônio da Patrulha. Mais de um ano depois do acidente a comissão entregou o processo ao superintentente da PRF no Estado, Luis Carlos Reischak Junior que deverá decidir ainda este mês, qual a pena a ser aplicada, conforme divulga o jornal Zero Hora, que não foi informada sobre qual entendimento chegou a comissão.
Em todo esse tempo para apurar a conduta dos policiais envolvidos na ocorrência, conforme a comissão formada para investigar o caso, houve análise de documentos, mídias e uma série de diligências, incluindo a coleta de depoimentos de 15 pessoas, contendo de uma pessoa que passava pelo local na hora do acidente e que demorou para ser encontrada, conforme foi dito à Gaúcha ZH.
A conclusão da investigação foi adiada cinco vezes sob a alegação do superintendente à Zero Hora de que “o prazo está sendo o estritamente necessário para a completa e profunda elucidação dos fatos denunciados”.
Ainda em maio do ano passado, o que era sindicância interna se constituiu em procedimento administrativo disciplinar depois que se comprovaram “indícios de que tenha havido erro de conduta”, conforme afirmou ao mesmo Jornal o corregedor da PRF no RS, Leandro Wacholtz.
“Um dos agentes chegou a ser indiciado por prevaricação — que é quando um funcionário público deixa de realizar sua função. Depois, o nome dele foi retirado do processo principal para que responda ao judiciário federal. No indiciamento da Polícia Civil, o delegado Valdernei Tonete disse que o policial foi maleável em razão do motorista ser um médico”, salienta a matéria do site Gaúcha ZH.
COMO FOI O FATO
É de amplo conhecimento público que os agentes não seguiram o procedimento correto de efetuar o teste do bafômetro no motorista, que é um médico, nem no local da ocorrência, nem no hospital, pois ele teria sofrido uma crise de asma.
Os policiais disseram que ele se recusou a realizar o teste de bafômetro, mas os agentes não teriam registrado esse fato na ocorrência na Delegacia de Polícia.
Em 19 de junho, a Justiça de Santo Antônio da Patrulha tornou o médico réu por homicídio doloso eventual — quando se assume o risco de matar — duplamente qualificado e outras três tentativas de homicídio. Na denúncia consta que o suspeito estava embriagado e em alta velocidade ao atingir as duas motos, em uma das quais estava Bárbara Andrielli Mendes de Moraes, 15 anos. Nas duas motos viajavam ainda os pais e um amigo da adolescente. Todos foram arremessados pela força da colisão. A mãe, com fraturas nas pernas, segundo o Jornal, até hoje não conseguiu voltar ao trabalho. O médico responde em liberdade.




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