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Modelo patrulhense que mora na China não contraiu o vírus, mas fala da experiência vivida frente à doença

Modelo patrulhense que mora na China não contraiu o vírus, mas fala da experiência vivida frente à doença

A Modelo patrulhense Cláudia Portal Borba, 24 anos e que estará de aniversário no dia oito de abril, mora há sete anos na Ásia, sendo a maior parte do tempo na China. Claudinha, que já foi tema de reportagem da Folha Patrulhense há pouco mais de um ano, não contraiu o vírus do COVID-19, mas fala, nesta reportagem especial concedida com exclusividade à Folha Patrulhense via WhatsApp a respeito de sua experiência em relação à pandemia e de como está a situação especialmente na China.
FOLHA PATRULHENSE: Em que região da China estás residindo?
CLÁUDIA PORTAL: Eu moro no sul da China, na cidade de Guangzhou que fica a cerca de 120km de Hong Kong e 145km de Macau.
FOLHA: Chegaste a contrair o vírus, Claudinha?
CLÁUDIA: Essa é uma pergunta que eu tenho recebido com muita frequência, acredito que seja a dúvida de muitos. Não contrai o vírus, mas estou em isolamento por 14 dias em um hotel por motivos de segurança e para ter um controle mais de perto dos profissionais.
Todos que entraram na China depois do dia 8 de março, são obrigados a fazer quarentena e observação médica na chegada ao país.
O procedimento inicia logo no aeroporto e depois somos encaminhados para o hotel mais próximo de nossas residências. Este hotel é escolhido por eles e todas as despesas são por nossa conta (estadia e alimentação). Chegando ao hotel é feito o teste e pode levar de 2 a 3 dias para o resultado ficar pronto. Se o resultado for negativo, então seremos liberados para completar a quarentena em casa, ainda assim em total isolamento com acompanhando médico duas vezes ao dia.
O meu teste já foi realizado e deu negativo. Mas acredito que por ter estado na Tailândia dias antes de voltar a China, eu preciso cumprir minha quarentena no hotel pelo fato de que a Tailândia entrou na lista de países de risco dias antes do meu retorno para o território chinês. E acho que ainda farei mais uma vez o teste antes de ser liberar para ir para casa.
FOLHA: Como está a situação na China neste momento.
CLÁUDIA: Aparentemente a China se apresenta como um dos lugares mais seguros para se estar no momento, onde regras foram rígidas e extremamente obedecidos desde o início. Portanto, hoje eles conseguem ter um controle muito rápido e estão bem preparados para isso.
FOLHA: teu trabalho foi prejudicado?
CLÁUDIA: Sim, estou sem trabalhar desde o início do ano. Acredito que a economia no mundo inteiro foi afetada e com isso todos fomos prejudicados.
FOLHA: Desde quando surgiram as primeiras notícias, chegaste a estar em outros países?
CLÁUDIA: Estive no início do ano em Bali, na Indonésia para passar um mês de férias. Logo que a notícia do vírus na China e rapidamente se espalhou pelo país inteiro, decidi então passar mais um tempo por lá e acabei ficando dois meses à espera de um momento mais seguro para retornar a China.
Logo em seguida, decidi ir para a Tailândia a trabalho e até então tudo se encontrava sob controle por lá. Dias depois de minha chegada na Tailândia a situação foi se agravando e o governo tailandês decretou que todos os comércios fechassem e que a população evitasse ao máximo sair às ruas. Já na China, tudo estava sendo controlado e a situação começou a retornar aos poucos à normalidade. Com isso, logo as propostas de trabalho no país onde moro atualmente começaram a surgir, as coisas voltam aos poucos a se normalizar e foi onde decidi imediatamente voltar para casa. Depois de dois dias da minha chegada, recebo a notícia de que o aeroporto da China fecharia no dia 28 de março e nenhum estrangeiro poderia entrar no país por tempo indeterminado. Chamo isso de um pouquinho de sorte, mas tenho certeza que teve as mãos de Deus. Pois sei que me encontro segura aqui e logo poderei voltar para casa e para minha rotina de trabalho.
FOLHA: Na China está realmente diminuindo o número de mortos?
CLÁUDIA: Os números de mortes e casos estão diminuindo dia após dia. Acredito que os números vão diminuir ainda mais agora com o fechamento do aeroporto.
FOLHA: Que mensagem gostarias de deixar neste momento para os brasileiros que começam a enfrentar esta situação?
CLÁUDIA: Primeiramente gostaria de agradecer mais uma vez pelo carinho e preocupação de todos. Nos últimos dias tenho recebido muitas mensagens e isso, com certeza, torna as coisas muito mais fáceis por aqui nesses dias de isolamento.
Eu espero que as pessoas no Brasil e que nosso governo levem isso a sério, porque ainda têm muitas pessoas que não entenderam que é preciso ter cuidado, é preciso evitar que a situação se a grave e esse vírus se espalhe. O impacto pode ser ainda maior.
Precisamos tentar ao máximo ficar mais em casa e evitar lugares aglomerados, manter bem a higiene das mãos, evitar o contato com o rosto, usar máscaras… São esses cuidados que podem fazer a diferença.




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