Lanes Cardeal fala sobre a Moenda | 2M Notícias

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Lanes Cardeal fala sobre a Moenda

Lanes Cardeal fala sobre a Moenda

O patrulhense Lanes Cardeal é outra figura promissora na Música. Filho do tradicionalista Heleno Cardeal, ele continua se projetando. Este ano teve uma participação na Moenda e conversa conosco sobre esse e outros assuntos ligados à sua carreira musical.

FOLHA: Qual foi tua participação na Moenda?
LANES CARDEAL: Depois de dois anos consecutivos, com músicas classificadas concorrentes no festival, 28ª e 29ª edição, nesse ano de 2016, participei somente como espectador, ficando na torcida da música Busca, do Pai, Heleno Cardeal e Diogo Barcelos. Pude acompanhar de cabo a rabo todo o festival. Ah, também tive uma pequenina participação no show de sábado, “30 anos de uma doce história”, organizado pelo amigo Nilton Jr, onde pude tocar na música A Casa, que foi muito bem interpretada pelo Pedro Reis.

FOLHA: Qual tua avaliação sobre a Moenda deste ano?
LANES: Este ano, tivemos uma edição atípica, devido ao ano de crise no setor público e privado, onde muitos estavam apreensivos quanto à realização do festival. Todavia diante de toda dificuldade, tivemos um festival com um bom público, músicas concorrentes com um padrão razoável e a alternativa de shows com artistas da terra e que foi uma grande ideia para atrair público e gastar pouco. Mas a Moenda ao longo dos seus 30 anos ainda está longe de uma estabilidade como festival, por exemplo: continua pecando na questão dos horários. O festival tem que terminar, no máximo, até a meia-noite e não aconteceu. Eu daria uma nota 7 para essa edição.

FOLHA: Como está tua atividade artística?
LANES: Faz exatamente um ano que estou com a minha vida artística praticamente suspensa, salvo algumas apresentações ocasionais. Isso porque estou cuidando de mudanças na vida pessoal, mas aproveitando para fazer planejamentos artísticos para o futuro. Quero montar um estúdio em minha casa para facilitar as gravações. Tenho a ideia de realizar um trabalho instrumental com músicas próprias que talvez vire na gravação de um CD. Gostaria muito de por em prática um velho sonho de criar um bloco musical de Santo Antônio voltado para festivais e outros projetos, fazer uma união desses músicos da terra para produzir conjuntamente para os festivais. E tem gente boa: Nilton Jr, Diogo, Márcia, Germano, Samuca, Renatinho, Zelito, Cristiano Quevedo e outros tantos, além da garotada que esta vindo aí. Mas todas essas ideias ainda levam um bom tempo para se consolidarem, mas vai dar certo.

FOLHA: O fato da LIC ter proibido a cobrança de ingressos, no teu ponto de vista, o que poderá representar para a Moenda no futuro? Isso a enfraquecerá por ser impedida de arrecadar valores importantes na questão de ingressos?
LANES: Eu sempre tive a analise de que quando se tem subsidio do governo, deve ter acesso ao público gratuitamente. Pra mim vai ser o grande salto da Moenda. Esse ano já tivemos uma média de 1.800 pessoas por dia no ginásio, ano que vem vai aumentar. O lado oneroso disso tudo, é que a “Lei de Incentivo a Cultura” tinha que respaldar o festival para que fosse restituído esse valor de bilheteria ao festival de alguma outra forma. Aí mora o grande problema. Mas quem sabe unificamos novamente a festa do município e a Moenda, juntamos os recursos para somarmos, com entrada liberada, e a realização de um grande evento, com grandes músicas, grandes músicos, artistas locais e shows de expressão?



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