Laísa, uma apaixonada pelo esporte, ensinando futebol no Tio Sam | 2M Notícias

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Laísa, uma apaixonada pelo esporte, ensinando futebol no Tio Sam

Laísa, uma apaixonada pelo esporte, ensinando futebol no Tio Sam

Nesta edição vamos encontrar nos Estados Unidos uma patrulhense que ama o futebol. Laísa Andreoli conversa conosco sobre essa sua paixão, como é viver nos Estados Unidos e como o povo está enfrentando a pandemia,
FOLHA PATRULHENSE: O que te motivou a ir para os Estados Unidos e desde quando estás residindo aí?
LAÍSA ANDREOLI: FUTEBOL! Tenho um relacionamento sério com o Futebol, porque sempre fui muito sonhadora e focada nos meus objetivos. E.U.A sempre foi uma potência no esporte e referência no futebol feminino. Estive aqui pela primeira vez em 2014 para jogar na liga profissional Americana e foi uma experiência incrível. O que o futebol profissional masculino vive no Brasil, digo de estrutura, profissionalismo, aqui é o mesmo padrão para o futebol profissional feminino. A base é algo impressionante. Elas são treinadas desde pequenas e já são regradas a buscar o melhor a cada treino/jogo. São muito competitivas e de um psicológico muito forte, o que faz toda diferença. Esse potencial me impressionou, pois venho do país do Futebol… do drible, e como nós brasileiras perdemos tanto para as americanas da força, pois bem, isso me motivou muito para filtrar o melhor delas para adaptar no meu futebol e também no meu trabalho como Soccer Coach. Residindo há quase três anos.
FOLHA: Em que cidade estás morando?
LAÍSA: Moro em Houston – (Texas).
FOLHA: Como foi a adaptação e como é o relacionamento com os americanos? Eles aceitam bem os estrangeiros?
LAÍSA: Quanto a adaptação, estranhei muita coisa de início, pois não falava nada em inglês. Só conhecia o verbo To-be, mas o cotidiano com o futebol, trabalho e estudo fez com que eu me adaptasse o mais rápido possível. Eu amo o café americano, então isso já é meio caminho andado! (risos). O entrosamento com os americanos é da melhor maneira possível, mesmo sendo de uma cultura diferente e de um país extremamente patriota, me tratam muito bem. Nunca tive problemas sobre se aceitam ou não estrangeiros e nunca passei por algum constrangimento.
FOLHA: No Brasil quando começou tua ascensão profissional?
LAÍSA: Minha ascensão profissional teve início assim que eu comecei a minha carreira no Inter com 14/15 anos e com 17 fui convocada pela primeira vez para a Seleção Brasileira Sub-20. Dali já desembarquei em São Paulo e não parei mais.
FOLHA: Continuas no Esporte, ou tens outra profissão aí?
LAÍSA: Continuo no esporte, me dedico à carreira como Soccer Coach, onde tenho a minha escola de futebol (meninas de todas as idades) e continuo jogando… depende muito da liga e da equipe.
FOLHA: O americano gosta do futebol tal como praticamos, ou ele vive mais o seu futebol americano e o basquete?
LAÍSA: Aqui o americano respira futebol americano e basquete. Eu não vejo um menino jogando bola. É muito raro e quando vejo eu até estranho. Agora as meninas, é futebol para tudo quanto é lado. É incrível. É lindo de ver.
FOLHA: Pretendes continuar morando nos Estados Unidos?
LAÍSA: Pretendo continuar sim. A única barreira é a da saudade, né? Se torna sempre mais difícil e sinto muita falta da minha família, minha mãe Izabel, minha vó Horizontina, meus irmãos Juliano e Luiza e amigos, aquele calor brasileiro, mas é a busca dos nossos sonhos. A gente não pode parar. Minha mãe sempre me apoiou e torce sempre para me ver feliz. Isso me fortalece. Mas sei que em breve, fora de vírus no mundo, a gente pode aparecer, adoro fazer surpresas. (risos)
FOLHA: Há muitos brasileiros onde moras?
LAÍSA: Sim, há brasileiros por toda parte! Eh incrível! Povo lindo e divertido.
FOLHA: E quanto à pandemia: como tem sido esse problema aí, especialmente agora com o início do outono, porque sabemos que há muitos mortos em virtude do vírus?
LAÍSA: Em março, início da pandemia, tudo parou aqui. Não se sabe exato onde está tendo a melhor Quarentena. Aqui estão liberando por fases. Alguns alunos voltaram às aulas, em outros lugares on-line. Aqui em Houston, máscara. Em outros lugares parece que nem existiu pandemia no mundo. Que a vacina venha logo!
FOLHA: O que mais gostarias de acrescentar?
LAÍSA: Gostaria de deixar uma mensagem à todas as meninas de SAP que gostam de jogar futebol e têm sonhos de um dia se tornarem jogadoras profissionais e não veem opções de oportunidade na cidade.
Eu jogava todo dia com os meninos na AABB, jogava na escola, jogava os jogos escolares e foi dos jogos escolares que tudo começou. Onde eu jamais imaginei, uma pessoa me viu jogar, acreditou e investiu em mim, era o momento certo. Deus faz, põe pessoas certas onde você menos espera… o segredo? Tenha fé, e faça o teu melhor sempre, não importa onde estiver, o público que tiver, treinando sozinha, dê o teu máximo, pois a recompensa vem! Neste jogo escolar, tinha somente 3 pessoas na arquibancada no ginásio em Tramandaí. JERGS. Eu fui goleadora e destaque. Meses depois eu estava iniciando minha carreira no Inter. Não desistam dos seus sonhos, jamais! Você não sabe o dia de amanhã. Tudo pode acontecer!
Agradeço também ao Patrulhense Futebol Clube que mesmo com as dificuldades, continua lutando pela modalidade. Obrigada pelo carinho e desejo muito sucesso para as meninas do Patrulhense. Beijos à minha família e amigos! Amo vocês!