Hospital Problemas aconteceram entre 2007 e 2009 | 2M Notícias

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Hospital Problemas aconteceram entre 2007 e 2009

Ex-prefeitos e prefeito atual abordam o assunto

 

O assunto relacionado com a polêmica envolvendo o rombo que teria sido praticado no Hospital de Santo Antônio da Patrulha e que foi revelado em reunião no plenarinho da Câmara pelo Advogado e Procurador da Prefeitura Luciano Amorim segue tendo novos desdobramentos.

Zezo

Para conhecimento público e para lembrar o que aconteceu, foi entre 1998 e 2000 que chegou uma verba de R$ 800.000,00 da Saúde e destinada à construção do bloco cirúrgico e do Raio X. Quando Zezo assume em 2001, o Hospital estava com salários atrasados há quatro meses bem como também fornecedores. Ele assumiu todas as dívidas do hospital, parcelou e pagou esses débitos, totalizando aproximadamente três milhões de reais com tudo já pago. Determinou a abertura de uma Sindicância para apurar o período de 1998 a 2000. O hospital que era autarquia municipal, assim permaneceu até 2003, quando passou a se constituir no Instituto Hospitalar Santo Antônio, constituído pelo grupo Amigas do Hospital e entidades locais. Nesse período não ficaram dívidas.
Todo o problema começou quando o Grupo Vida assumiu em 2007, assim permanecendo até 2009, período em que aconteceram os problemas financeiros, sendo que o então prefeito Daiçon Maciel da Silva ordenou uma Sindicância para apurar tudo o que ocorreu entre 2007 a 2009. Em 2009, decidiu tirar os gestores do Grupo Vida do Hospital, assumindo o Grupo Mãe de Deus. Esse, não deixou dívidas ao decidir sair da gestão do Hospital, assumindo em seu lugar em caráter interino a ex-Secretária da Saúde na época. O atual grupo gestor Germann e Pechmann assumiu alguns meses depois. Portanto, o grande problema que passou a ser investigado pela Procuradoria do Município por determinação do ex-prefeito José Francisco Ferreira da Luz, aconteceu entre 2007 e 2009.

Paulo Bier

O atual Prefeito Paulo Bier afirmou que toda essa situação se resume numa única frase: “Fizemos tudo o que nos competia realizar. A decisão agora está com a Justiça.

O que diz Daiçon

Procurado pela reportagem da Folha Patrulhense, o ex-prefeito Daiçon Maciel da Silva assim se manifestou:
“Com quase 70 anos de atividade, o hospital de Santo Antônio da Patrulha, mais uma vez, vive uma triste realidade. Patrimônio do município, contou, desde a sua fundação, com uma imensa força de voluntários para mantê-lo na sua missão de salvar vidas. Por outro lado, tem se deparado com causas crônicas e amargas que enfraquecem também a sua própria existência. Algumas, por ingerências políticas na definição de seus presidentes, outras por escolhas erradas dos modelos de gestão ou, ainda, por má seleção dos seus administradores.
O iminente colapso dos atuais serviços leva o atual prefeito a ser responsabilizado por sua inércia em não fazer a licitação para o comando da gestão, mantendo há mais de 12 meses, numa ilegalidade a toda a prova, o mesmo administrador que foi contratado emergencialmente para substituir o seu desafeto “Grupo Mãe de Deus”. E aí pergunto: por que tirar o Mãe de Deus? Não pagava os funcionários, atendia mal? O grupo foi tirado da administração, mas não deixou dívida alguma e muito menos funcionários pendurados em seus direitos trabalhistas. O atual administrador conta que investiu recursos próprios no hospital, em instalações e equipamentos. Segundo ele, mais de R$ 3 milhões, e não tem sequer contrato assinado por um período mínimo de cinco anos. Quem pagará a conta na eventualidade de não sair vencedor da licitação?
Me surpreende que um vereador de situação, da atual legislatura, me acuse por ter banido da gestão do hospital, em 2009, quem não recolheu FGTS e INSS dos empregados e não pagou fornecedores. Deve ter esquecido que o seu partido está à frente do Executivo desde 2001, portanto, usando o seu mesmo linguajar da tribuna da Câmara, “é cumplice dos desmandos apontados”.
A falta de recursos para a saúde por parte dos Governos da União e do Estado afeta sobremaneira os hospitais do RS, porém, no caso de Santo Antônio, temos um agravante. Faltam gestão focada no equilíbrio econômico-financeiro e um prefeito administrativamente responsável para encontrar a saída. É hora de intervir e buscar uma estratégia para salvar o hospital, sem que ele perca sua finalidade básica principal.
A regularização da referência regional em oftalmologia e psiquiatria deve ser resgatada. A conclusão do bloco cirúrgico, as melhorias nas áreas físicas, a relação com os prestadores de serviços como médicos, laboratório e radiologia, por exemplo, precisam ser retomadas. Os salários dos funcionários devem ser acertados e deve ser feita a licitação para seleção de um verdadeiro administrador do hospital. Caso contrário, o atual prefeito pode ser apontado pelo Tribunal de Contas do RS por improbidade administrativa, e ter os seus direitos políticos cassados. Foi-se o tempo em que se fazia o queria na administração pública.
Alguém já disse que a administração hospitalar é a mais complexa das formas de gestão existente do mundo e sou testemunha disso, pois em 2009 assumi o comando da prefeitura, em meio a mais uma crise em nosso hospital. Tenho a consciência tranquila de que agi corretamente, pois minhas contas foram todas aprovadas pelo Tribunal de Contas. Apesar de tudo que está acontecendo hoje, o futuro do hospital não é inviável. A saída está na gestão profissional com serviços humanizados e na busca de recursos financeiros (através de projetos competentes). O nosso hospital tem cura!



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