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Hospital não atinge metas e pode ter corte de repasses do Estado

O Hospital Santo Antônio da Patrulha não atingiu as principais metas estipuladas no contrato firmado em outubro de 2015 entre a empresa Germann e Pechman e o Governo do Estado disse a titular da 18ª Coordenadoria de Saúde do Estado, Magda Bartikoski, durante a reunião da Câmara esta semana. Apesar do repasse de mais de R$ 3 milhões neste período, a Germann não cumpriu com o contrato assinado com o Estado em vários aspectos, obtendo um percentual de metas de 60% no que atinge a parte qualitativa e 66% da quantitativa porque e acordo com o Fundo Estadual da Saúde, o Hospital que possui um contrato mensal de mais de R$ 481 mil, alcançou 49% das internações significando que houve 97 internações das 197 contratadas.
Mas o dado mais alarmante, apresentado pela Coordenadora se refere ao atendimento de média complexidade, em que o Governo contrata as especialidades de traumatologia e pneumologia. Conforme o banco de dados analisado por uma equipe técnica da 18ª CRS, das 150 consultas pagas, nenhuma foi realizada, ou pelo menos, a administradora não encaminhou nenhum comprovante de atendimento. Com este valor global, o Estado também custeia os serviços de oftalmologia, psiquiatria, saúde mental e SAMU.
Outra informação: o setor de mamografia obteve apenas 30% da meta. Este setor é referência para Santo Antônio, Mostardas e Caraá, porém este último município não está tendo acesso aos exames. “O aparelho é do Estado, que paga por estas mamografias globalmente, mesmo sem elas serem feitas”. A falta de laudos de radiologia também preocupa. O setor está sem um responsável há quase um mês e não repassa os laudos dos exames, fato que pode agravar ou retardar o tratamento de muitas doenças. “Já nos disseram que o radiologista estava doente. Só que este tipo de serviço não pode trabalhar sem suporte técnico e sem um laudo, ou não existe comprovação para agendamento de cirurgia. A Germann terá um prazo para regularizar isso, até porque a vigilância sanitária fecha o setor caso não haja um profissional responsável, assim como no caso da psiquiatria em que o médico pediu demissão recentemente por atraso salarial”, reafirmou Magda.
A saída da São Pietro, que prestava o serviço de oftalmologia, a demora na entrega do bloco cirúrgico foram outros assuntos colocados em pauta e que podem provocar cortes no repasse de verbas pelo Estado e, até mesmo o realocamento do serviço para outra Cidade. “Eu tenho receio que leve um bom tempo até a Germann conquistar todos os requisitos necessários para a abertura do Centro. No entanto, eu não posso mais ficar apresentando prazos que não são cumpridos. A partir da avaliação dos dados feitos dia 27, a decisão se Santo Antônio permanece como referência, principalmente de oftalmologia, está com o Conselho de Secretários de Saúde da Região Metropolitana e Litoral Norte e do Conselho Municipal da Saúde”, disse Magda.



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