Homicídio ocorrido há dois anos ainda sem prisão do principal suspeito | 2M Notícias

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Homicídio ocorrido há dois anos ainda sem prisão do principal suspeito

Homicídio ocorrido há dois anos ainda sem prisão do principal suspeito

Dois anos após o assassinato de Edegar Martins, o denunciado pela autoria do crime permanece solto. No dia 7 de outubro de 2020 completaram-se dois anos da morte de Edegar Martins, porém, a sensação de injustiça torna o luto mais doloroso.
Familiares e amigos de Edegar Martins compartilham de um mesmo desejo: o de justiça e querem apenas que o crime seja totalmente esclarecido e que o suspeito seja, enfim, preso e que pague pelo crime cometido.
Segundo a justiça, que determinou a instauração da ação penal, “o fato descrito na denúncia, em tese, configura fato típico. Além disso, para efeitos deste juízo preliminar, os elementos contidos no Inquérito Policial apontam para o denunciado a autoria do fato delituoso, bem como demonstram a materialidade do crime descrito na peça inicial”.
O DESPACHO
No dia 19 novembro próximo completar-se-á um ano do despacho e neste período o processo teve poucas movimentações. Em 10 de julho foi expedido o mandado e, em 01 de outubro foram recebidos os autos e foram juntado aos documentos.
Naquela data o Juiz de Direito de Santo Antônio da Patrulha, doutor Felipe Roberto Palopoli em despacho na data de 19 de novembro de 2019, decidiu: “Estão presentes os requisitos necessários para a instauração da ação penal. O fato descrito na denúncia, em tese, configura fato típico. Além disso, para efeitos deste juízo preliminar, os elementos contidos no Inquérito Policial apontam para o denunciado a autoria do fato delituoso, bem como demonstram a materialidade do crime descrito na peça inicial. Essa é a razão que indica a razoabilidade da acusação e a conveniência de instauração de processo judicial para averiguar o cometimento do possível crime, em instrução probatória dotada de contraditório. Assim, recebo a denúncia uma vez que preenchidos os requisitos legais, em especial o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal. Cite-se o denunciado para apresentar resposta à acusação, no prazo de 10 dias, sob pena de lhe ser nomeado defensor para tanto. Na oportunidade, poderá arguir preliminares e alegar tudo o que interesse à defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo a intimação quando necessário. Não apresentada a resposta no prazo legal, fica desde já nomeada a Defensoria Pública para apresentá-la, nos termos do art. 396-A, § 2º, do CPP. Diligências devidas”.
PARA RECORDAR
O assassinato de Edegar Martins, na época com 47 anos, ocorreu na madrugada do dia 7 de outubro de 2018, na Rua Ângelo Tedesco, altura do número 1.900. A ocorrência foi tratada inicialmente como acidente, porém, quando o Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Polícia Civil chegaram no local, constataram ter sido um homicídio.
Edegar Martins foi assassinado, dentro do seu próprio veículo, com vários golpes de faca, inclusive um na veia jugular. Ao lado do veículo, caído em um valo, estava L.R.S com sangue nas roupas e um corte em uma das mãos e que alegou terem sido vítimas de um assalto. Na época, ele foi conduzido ao Hospital Santo Antônio e após, por decisão da delegada plantonista, foi liberado porque ela não encontrou indícios suficientes para prisão, ficando ele na condição de suspeito.