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Festa do padroeiro e do Divino é realizada com programação diferente dos anos anteriores

Festa do padroeiro e do Divino é realizada com programação diferente dos anos anteriores

Este ano as tradicionais festas de Santo Antônio (padroeiro) e do Divino Espírito Santo são realizadas, mas com modificações, tendo em vista o tempo de pandemia do COVID-19. Os eventos religiosos têm um Tríduo e também uma missa festiva no dia 13 de junho, sábado, feriado municipal. Segundo a colaboração do repórter da história e historiador Jaime Nestor Müller, a programação é a seguinte:
No domingo (07), houve Missa na Igreja Matriz (no máximo 70 pessoas), às 19h30min.
Hoje (quarta-feira): 19 horas hasteamento das bandeiras do Divino e Santo Antônio nos mastros defronte a Igreja Matriz.
19h30min: Missa na Igreja Matriz (no máximo 70 pessoas) será a Abertura do Tríduo e a cargo do Grupo Semeando.
Quinta-feira (11): Missa de Corpus Christi no Salão Paroquial (no máximo 250 pessoas) às 16 horas, segundo dia do Tríduo, à cargo da Pastoral Litúrgica e logo após benção do Santíssimo para o Município e seus munícipes defronte a Igreja Matriz.
Sexta-feira (12): Missa na Igreja Matriz (no máximo 70 pessoas) às 19h30min, terceiro dia do Tríduo, a cargo do ECC.
Sábado (13): Dia do Padroeiro Santo Antônio com cinco missas durante o dia:
07 horas: Primeira missa na Igreja Matriz (no máximo 70 pessoas), a cargo do Terço dos Homens.
08h30min: Segunda missa na Igreja Matriz (no máximo 70 pessoas), a cargo do Apostolado da Oração.
10 horas: Terceira missa na Igreja Matriz (no máximo 70 pessoas), a cargo da Equipe de Liturgia.
16 horas: Missa Solene na Igreja Matriz (no máximo 70 pessoas), presidida pelo Bispo Dom Jaime Pedro Kohl e o pároco, padre Adalberto Lumertz Borges, a cargo dos festeiros, noveneiros, casal imperador e autoridades. Logo após, Procissão Motorizada com as imagens do Divino Espírito Santo e Santo Antônio abençoando as casas e o povo ao longo do percurso, motivando as famílias e o comércio a expressarem com algum sinal (imagens, flores, pequenos altares, etc). Após, todos os carros e seus ocupantes receberão a benção individual defronte a Igreja Matriz.
O trajeto da procissão motorizada será o seguinte: Sai da Igreja Matriz pela Rua Padre Isidoro Rescka, Borges de Medeiros, João Pedroso da Luz, Francisco Borges Lima, Cel. Victor Villa Verde, Paulo Maciel de Moraes, Mal. Floriano e Rua Cel. José Maciel retornando para a Igreja Matriz
19 horas: Quinta e última missa na Igreja Matriz (no máximo 70 pessoas). Fechando os festejos do ano de 2020 a cargo da Comunidade Nossa Senhora de Fátima da Várzea.
Importante: Conforme orientações das autoridades de saúde do estado e do município e seguindo todos os protocolos de distanciamento social controlado, o público em cada missa da festa na Igreja Matriz será de no máximo 70 pessoas, entre festeiros, noveneiros, alferes, imperadores e comunidade em geral que deverão ainda, usar máscara e observar rigorosamente a sinalização entre os bancos a serem ocupados ou não na hora das celebrações. Só poderão ser utilizados os bancos que têm uma fita amarela em seu assento e limitado a trés pessoas por banco.

QUEM FOI SANTO ANTÔNIO
O Dia de Santo Antônio, padroeiro deste município, é comemorado a 13 de junho por ser a data de sua morte. Ele foi inicialmente um frade agostiniano e um grande estudioso e pregador. Mais tarde entrou para a Ordem de São Francisco de Assis (Franciscana), em 1220.
Fernando Antônio de Bulhões, nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto do ano de 1195, sendo originário de uma nobre e fica família. Filho único de Martinho de Bulhões, que era oficial do exército de Dom Afonso e de Tereza Taveira, teve formação inicial pelos cônegos da Catedral de Lisboa, sendo, desde novo, estudioso e de apreciar o recolhimento.
Até os 25 anos, soube que cinco franciscanos tinham sofrido o martírio em Marrocos por que tentaram evangelizar infiéis. Daquele momento em diante, Antônio (adotou este nome ao entrar para uma ordem religiosa), decidiu que queria ser missionário ingressando na congregação dos frades franciscanos no Convento de São Vicente de Fora, e depois, no Convento de Santa Cruz, lugar em que estudou a Bíblia e as literaturas patrística, científica e clássica.
Em 1220, ele tornou-se franciscano, tendo falecido no dia 13 de junho de 1231 em Pádua, na Itália aos 36 anos, devido à uma doença inesperada.
Na entrada da cidade, quando estava para falecer, ele disse: “Ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas. Estou vendo o meu Senhor”, morrendo em seguida.

OS PRIMEIROS MILAGRES
Foram crianças quem deram a notícia na cidade, dizendo: “O Santo morreu”, Em Lisboa, os sinos das igrejas, inexplicavelmente começaram a repicar sozinhos e só depois disso, a população soube da morte do Santo. No dia 30 de maio de 1.232 foi canonizado pelo Papa Gregório IX.
Santo Antônio é conhecido como “santo casamenteiro” e “santo dos humildes, sendo o primeiro doutor da Igreja, tendo lecionado em universidades da Itália e da França.

A FESTA DO DIVINO
Realizada sete semanas após o Domingo de Páscoa, no dia de Pentecostes, ela lembra a descida do Espírito Santo sobre os doze apóstolos. No entanto, essas festas têm uma mistura de manifestações religiosas e profanas – isto é, sem caráter sagrado.
A Festa do Divino começou no século 14 em Portugal com uma celebração determinada pela rainha Isabel (1271-1336) por ocasião da construção da igreja do Espírito Santo, na cidade de Alenquer. A devoção se espalhou, sendo uma das mais intensas e populares em Portugal, tendo chegado ao Brasil com os primeiros colonizadores.

NO BRASIL
Documentos comprovam a realização dessa festa em diversas localidades brasileiras desde os séculos 17 e 18. É o caso de uma carta do capelão João de Morais Navarro a Rodrigues Cezar de Menezes, então governador da Capitania de São Paulo, datada de 19 de maio de 1723, que se iniciava com as seguintes palavras: “Indo ter à festa do Santíssimo Espírito Sancto a Vila de Jundiahy […]” Originalmente, a Festa do Divino simbolizava o estabelecimento do Império do Divino, com palanques e coretos, onde se armava o assento do Imperador, uma criança ou adulto escolhido para presidir a festa, que gozava de poderes de rei. Tinha o direito, inclusive, de ordenar a libertação dos presos comuns, em certas localidades do Brasil e de Portugal.

EM SANTO ANTÔNIO
Em Santo Antônio da Patrulha ela é lembrada através de uma manifestação folclórico-religiosa com o Quadro das Mordomas, lembrando os reis de Portugal na festa do Divino.
Durante o período da programação as bandeiras visitam casas de família, estabelecimentos comerciais e outros setores.